Alemão vence e agradece a Barrichello
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domingo, 18 de junho de 2000
Agência Estado De Montreal, Canadá 
Michael Schumacher e a Ferrari começaram a reconhecer a cor do título da temporada: vermelha. Ontem o piloto alemão venceu o GP do Canadá, em Montreal, debaixo de forte chuva, e abriu 22 pontos de vantagem para David Coulthard, da McLaren, que terminou apenas em sétimo.
Foi a melhor corrida de Rubens Barrichello na Ferrari. Ele chegou em segundo e só não venceu porque a equipe pediu para manter-se atrás de Schumacher. Obrigado Rubens, eu irei retribuir, disse o alemão.
Segundo Barrichello, sua Ferrari se comportou muito bem, a chuva o ajudava, mas a escuderia pediu que ele tocasse suavemente até o final. Estou certo de que cedo ou tarde a equipe vai me deixar vencer, disse o piloto brasileiro.
Agora já são 40 vitórias de Schumacher na Fórmula 1. Mais uma e o alemão se iguala a Ayrton Senna. Depois faltará apenas Alain Prost, com 51. O número 13 me dá sorte, lembrou o alemão, contente como poucas vezes.
Eu quebrei a série de insucessos dos pilotos que largam na pole e não venciam na 13ª corrida, comentou. Eu em primeiro, Rubens em segundo e Hakkinen em quarto, o que mais eu poderia desejar?
Sobre uma eventual conquista do título que há 21 anos a Ferrari não consegue, disse: Tenho dez anos de experiência nisso, até que matematicamente a coisa não se defina não dá para comemorar nada. Ele agora soma 56 pontos diante de 34 de Coulthard que não marcou pontos em Montreal. Hakkinen somou 3 pontos com a quarta colocação de hoje e agora tem 32 pontos.
Rubinho se aproximou dos pilotos da McLaren, com 28, mas permanece em quarto na classificação geral. A próxima etapa do Mundial será dia 2 de julho em Magny-Cours, na França.
A prova de Schumacher teve de ser administrada com paciência. Um sensor indicava problemas com o carro (apesar da insistência da imprensa não revelou de que natureza) e, em especial no fim, fui obrigado a ser mais lento. Rubinho descontava às vezes quatro segundo em uma volta apenas. Felizmente Rubens instalou-se atrás de mim impedindo algum adversário de me atacar; gostaria de lhe agradecer.
Na realidade, o alemão estava se referindo ao próprio companheiro de Ferrari, porque Giancarlo Fisichella, da Benetton, terceiro, estava mais de 20 segundo atrás.
Rubinho cruzou a linha de chegada ao lado de Schumacher, apenas 174 milésimos de segundo atrás. É um sonho este resultado, comentou Jean Todt, diretor esportivo da equipe, que recebeu um telefonema do presidente da empresa, Luca di Montezemolo, enquanto Schumacher e Rubinho tomavam banho de champanhe no pódio.
Eu até tirei um pouco o pé no começo da prova porque sabia que Coulthard teria de cumprir um stop and go. Os mecânicos da McLaren trabalharam no carro de Coulthard, segundo no grid, depois de autorizada a volta de alinhamento, o que é proibido, daí a punição.
Ricardo Zonta, da BAR, terminou em oitavo e Pedro Paulo Diniz, Sauber, em décimo.


