Michael Schumacher e a Ferrari começaram a reconhecer a cor do título da temporada: vermelha. Ontem o piloto alemão venceu o GP do Canadá, em Montreal, debaixo de forte chuva, e abriu 22 pontos de vantagem para David Coulthard, da McLaren, que terminou apenas em sétimo.
Foi a melhor corrida de Rubens Barrichello na Ferrari. Ele chegou em segundo e só não venceu porque a equipe pediu para manter-se atrás de Schumacher. ‘‘Obrigado Rubens, eu irei retribuir’’, disse o alemão.
Segundo Barrichello, sua Ferrari se comportou muito bem, a chuva o ajudava, mas a escuderia pediu que ele tocasse ‘‘suavemente até o final’’. ‘‘Estou certo de que cedo ou tarde a equipe vai me deixar vencer’’, disse o piloto brasileiro.
Agora já são 40 vitórias de Schumacher na Fórmula 1. Mais uma e o alemão se iguala a Ayrton Senna. Depois faltará apenas Alain Prost, com 51. ‘‘O número 13 me dá sorte’’, lembrou o alemão, contente como poucas vezes.
‘‘Eu quebrei a série de insucessos dos pilotos que largam na pole e não venciam na 13ª corrida’’, comentou. ‘‘Eu em primeiro, Rubens em segundo e Hakkinen em quarto, o que mais eu poderia desejar?’’
Sobre uma eventual conquista do título que há 21 anos a Ferrari não consegue, disse: ‘‘Tenho dez anos de experiência nisso, até que matematicamente a coisa não se defina não dá para comemorar nada.’’ Ele agora soma 56 pontos diante de 34 de Coulthard que não marcou pontos em Montreal. Hakkinen somou 3 pontos com a quarta colocação de hoje e agora tem 32 pontos.
Rubinho se aproximou dos pilotos da McLaren, com 28, mas permanece em quarto na classificação geral. A próxima etapa do Mundial será dia 2 de julho em Magny-Cours, na França.
A prova de Schumacher teve de ser administrada com paciência. ‘‘Um sensor indicava problemas com o carro (apesar da insistência da imprensa não revelou de que natureza) e, em especial no fim, fui obrigado a ser mais lento.’’ Rubinho descontava às vezes quatro segundo em uma volta apenas. ‘‘Felizmente Rubens instalou-se atrás de mim impedindo algum adversário de me atacar; gostaria de lhe agradecer.’’
Na realidade, o alemão estava se referindo ao próprio companheiro de Ferrari, porque Giancarlo Fisichella, da Benetton, terceiro, estava mais de 20 segundo atrás.
Rubinho cruzou a linha de chegada ao lado de Schumacher, apenas 174 milésimos de segundo atrás. ‘‘É um sonho este resultado’’, comentou Jean Todt, diretor esportivo da equipe, que recebeu um telefonema do presidente da empresa, Luca di Montezemolo, enquanto Schumacher e Rubinho tomavam banho de champanhe no pódio.
‘‘Eu até tirei um pouco o pé no começo da prova porque sabia que Coulthard teria de cumprir um stop and go.’’ Os mecânicos da McLaren trabalharam no carro de Coulthard, segundo no grid, depois de autorizada a volta de alinhamento, o que é proibido, daí a punição.
Ricardo Zonta, da BAR, terminou em oitavo e Pedro Paulo Diniz, Sauber, em décimo.

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