O alemão Michael Schumacher creditou a crise interna na Ferrari ao ‘‘sangue latino’’ de Rubens Barrichello. Para o tricampeão, seu companheiro de equipe estava de cabeça quente quando o acusou de ter desobedecido uma ordem do time no GP da Malásia. ‘‘Rubens é latino, é sul-americano. Sempre que sai do carro, ele ainda está dominado pela emoção’’, disse o piloto à imprensa alemã. ‘‘Se alguém fizesse a mesma pergunta para ele meia hora depois, a resposta seria outra.’’ Schumacher chegou ontem à noite a São Paulo, depois de ter passado dois dias no Rio. Ontem, ele participou de um jogo beneficente no Maracanã.
Hoje, a um dia do início dos treinos para o GP Brasil, acontece o primeiro encontro entre os dois pilotos da Ferrari desde a corrida da Malásia. Schumacher e Barrichello vão conceder uma entrevista coletiva em São Paulo.
Ontem, ambos voltaram a falar sobre a crise interna na equipe. Ainda no Maracanã, Schumacher provocou. Declarou que não tem o costume de mandar recados pela imprensa: ‘‘Quando preciso, falo direto com as pessoas’’.
Reflexo da operação montada pela Ferrari para abafar a polêmica, Barrichello, apesar da crítica, concordou com o companheiro. ‘‘Ele está totalmente certo. Temos direito a dar opiniões, mas precisamos conversar face a face’’, disse. ‘‘Essa história toda é ruim. Um amigo meu e até meu avô já ligaram para minha casa, assustados, perguntando se era verdade que eu não iria correr no Brasil.’’
O brasileiro começou o dia de ontem participando do programa ‘‘Mais Voc꒒, na Globo. À tarde, esteve nos boxes da Ferrari em Interlagos, onde recebeu a visita do meia Ricardinho, do Corinthians.
Além de Barrichello, poucos pilotos estiveram no autódromo. Um deles foi Luciano Burti, da Jaguar, que desmentiu os rumores sobre sua saída da equipe antes do final desta temporada. ‘‘Este ano meu futuro na F-1 está garantido’’, disse o piloto. ‘‘Por contrato isso (sua dispensa ainda em 2001) não poderia acontecer.’’
Seu eventual substituto seria o espanhol Pedro de la Rosa, piloto de testes da Jaguar, já confirmado como um dos titulares para 2002. ‘‘A contratação do Pedro foi um mal, quer dizer, não foi um mal, foi uma atitude necessária’’, disse Bobby Rahal, chefe da Jaguar.
Outro pilo presente a Interlagos foi o colombiano Juan Pablo Montoya, da Williams, que foi até os boxes de sua equipe acompanhar a montagem dos carros.
Programação oficial do GP Brasil: amanh㠖 das 11 às 12 horas, treino livre da F-1; das 13 às 14 horas, treino livre da F-1; das 14h30 às 15h15, treino classificatório da F-3000; das 15h45 às 16h30, treino classificatório da F-3000; sábado – das 9 às 9h45, treino livre da F-1; das 10h15 às 11 horas, treino livre da F-1; das 13 às 14 horas, tomada de tempos da F-1; às 14h30, formação do grid de largada da F-3000; e às 15 horas, largada do GP Brasil de Fórmula 3000 (35 voltas); e domingo – das 9h30 às 10 horas, aquecimento (warm-up); às 11h15, desfile de pilotos; às 13h30, formação do grid de largada da Fórmula 1; e às 14 horas, largada do GP Brasil de Fórmula 1 (71 voltas).

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