Imagem ilustrativa da imagem ALEMANHA X ARGENTINA<br> Título justo e merecido




Deu o óbvio. Um Maracanã com quase 75 mil pessoas, sob a bênção de um Cristo Redentor amarelo, preto e vermelho, viu a Alemanha conquistar seu quarto título mundial, o primeiro de uma seleção da Europa no continente americano, ao derrotar a Argentina por 1 a 0 na prorrogação, consagrando como herói o autor do gol, o jovemMario Götze, 22 anos mês passado.
Não seria exagero afirmar que os deuses do futebol decidiram premiar o país que se preparou quase dez anos para tal. E castigar os hermanos, que perderam três grandes chances em 120 minutos, talvez mais flagrante com Messi, que acabou se tornando o vilão da final, fracassando
pela terceira vez - 2006, 2010 e 2014 - no torneio.
O tempo normal foi equilibrado, com muita movimentação, mas raras oportunidades. A Argentina manteve o estilo que apresentou na Copa, notadamente contra adversários fortes, sobretudo cautelosa, apostando nos contra-ataques e em Messi. A Alemanha procurou pôr em prática a habitual troca de passes, com a qual arrasou o Brasil, mas esbarrava na marcação, sem encontrar soluções. Em tal cenário, porém, foi a equipe sul-americana que desperdiçou as melhores chances, ambas em conclusões para fora. A primeira, com Higuaín, após receber uma excelente bola de graça de Kroos, e a segunda com Messi, que, pela sua importância, não podia errar.
As substituições promovidas pelos treinadores, tentando pequenas mudanças de postura, não surtiram efeito, e o jogo foi para a prorrogação. Nesta, o cansaço começou a pesar. No primeiro tempo, Palacio, sem marcação, tentou encobrir Neuer e pôs para fora. Mas Götze, aos sete da etapa derradeira, apanhou o cruzamento de Schürrle,matou no peito e bateu cruzado à esquerda, fora do alcance de Romero. Deu o óbvio. A Alemanha é tetra.


Imagem ilustrativa da imagem ALEMANHA X ARGENTINA<br> Título justo e merecido