ALEMANHA X ARGENTINA
O tri esteve aos pés dele
PUBLICAÇÃO
segunda-feira, 14 de julho de 2014
DANIEL BORTOLETTO<br>[email protected] 

Higuaín, frente a frente com o goleiro Neuer, aos 19 minutos do primeiro tempo, após Kroos fazer uma "assistência contra". Lance que a torcida argentina vai demorar muito para esquecer.
O camisa 9, aquele mesmo, o finalizador, o matador, acostumado a colocar a bola na rede, desperdiçou a chance que não deve ter pintado em nenhum dos melhores sonhos dele durante o Mundial. Um chute ruim, o grito de gol entalado na garganta de alguns milhares de hermanos presentes no Maraca.
Observe o replay e perceba que em nenhum momento Higuaín olha para a meta alemã. Talvez não tenha assim percebido o quanto sua chance de gol era clara.
A torcida ainda gritou "Pipa, Pipa, Pipa", o apelido do atacante. Ele demonstrava incredulidade. Mãos na cabeça. O que será que Higuaín pensou naquele momento? Teria sentido o peso do erro? Na teoria, atacante bom tem que esperar a próxima bola. E não é que ela apareceu rapidamente?
Dez minutos depois, Lavezzi cruzou. Ele não perdoou. O grito, que estava entalado, saiu. No Maracanã, no Obelisco em Buenos Aires, na Fan Fest em Copacabana. E Higuaín correu em direção de uma aglomeração de argentinos, perto da bandeirinha de escanteio. Não tinha como ver, às costas, uma outra bandeira, a do auxiliar Andres Stefani, levantada, apontando impedimento que existiu. A segunda frustração para o 9 argentino.
Nada mais
No segundo tempo, as oportunidades de gol não sorriram mais para Higuaín. E ele foi substituído aos 32 minutos por Palacio. Com o peso de ter perdido a chance mais clara da Argentina na final da Copa.




