Johannesburgo - A ausência de Michael Ballack, principal estrela do futebol alemão e capitão da seleção, pode ter um efeito positivo para a equipe. Os jogadores acreditam que o fato de a liderança não estar mais centralizada em um único atleta é algo bom.
''A responsabilidade tem sido dividida entre mais jogadores, e não há muito uma relação de subordinação'', afirmou o lateral Arne Friedrich, do Hertha Berlim, um dos jogadores mais experientes do time.
A seleção alemã que disputará o Mundial sul-africano é a segunda mais jovem da história do país em Copas: a equipe tem seis jogadores vindos do time que disputou o Mundial Sub-21 no ano passado. E a Alemanha não conta com muitos astros consagrados no futebol internacional. Mas Friedrich aposta que isso pode até ajudar a tricampeã mundial a desenvolver um jogo mais imprevisível e eficiente. ''Por causa das contusões, outros jogadores estão se destacando. Vai ser difícil decifrar nosso jogo, e isso pode nos ajudar.''
Sem Ballack, a braçadeira de capitão ficou para outro lateral, Philip Lahn, de 26 anos. Além de Lahm e Friederich, o zagueiro Mertesacker, o meia Schweinsteiger e o atacante Klose formam o que Friederich chama de ''conselho de experientes'', que divide as funções de capitão.
Para Mertesacker, os jogadores mais rodados da seleção estão se esforçando para manter a harmonia do grupo. ''Os mais jovens precisam sentir esse suporte'', disse o jogador. ''Tivemos várias baixas, mas o grupo já está junto há um bom tempo. Nós nos sentimos confortáveis uns com os outros.''

mockup