Alemanha troca experiência pela juventude
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sábado, 12 de junho de 2010
Agência Estado 
Durban - A Alemanha ficou no ''quase'' nas duas últimas Copas. Em 2002, perdeu a taça para o Brasil, no Japão. Quatro anos mais tarde, jogando diante de sua torcida, foi eliminada na semifinal pela Itália, na prorrogação. Para enfim quebrar o jejum de 20 anos sem títulos mundiais, a equipe adotou como lema a renovação. E é rejuvenescida que ela estreará na Copa da África do Sul neste domingo, às 15h30 (de Brasília), no estádio Moses Mabhidaem Durban, contra a Austrália, pelo Grupo D.
Somente dois dos 23 jogadores convocados pelo técnico Joachim Low têm mais de 30 anos. É a seleção alemã mais inexperiente desde a Copa de 1934. ''Os jovens desta equipe estão bastante contentes de estar na Copa do Mundo. São frescos e ousados e com boas orientações poderemos estar a caminho de (conquistar) algo grande. Só precisamos levar nossa paixão para o jogo'', disse o meia Schweinsteiger, de 25 anos, um dos remanescentes do Mundial de 2006.
Na opinião do capitão Philipe Lahm, essa é a melhor seleção alemã dos últimos tempos. ''É a de maior qualidade com que já joguei'', disse o lateral-direito, de 26 anos, que estreou pela equipe nacional em 2004. ''Há uma alma nesse time. Os jogadores têm fome de vitória e um bom espírito de equipe. Confiamos muito nisso para o jogo'', concordou o auxiliar-técnico Hansi Flick.
A única desconfiança alemã está no gol. Robert Enke, titular em grande parte das Eliminatórias, suicidou-se em 2009, e seu substituto, René Adler, cortado devido a uma lesão nas costelas. O novo dono da posição é Manuel Neuer, do Schalke 04.
As constantes mudanças no setor levaram o arqueiro da Austrália, Mark Schwarzer, a declarar que os goleiros alemães ''carecem de personalidade''. ''Não sobrou à Alemanha um Oliver Kahn (titular em 2002) ou um Jens Lehmann (2006), goleiros que tinham grande influência sobre o time'', afirmou. A resposta não tardou. '''Manu' (Neuer) não é pior que ele'', devolveu Schweinsteiger. ''Veremos como as coisas acontecerão domingo e qual dos dois fará mais defesas''.
A Austrália, que em 2006 deu trabalho ao Brasil - caiu ''apenas'' por 2 a 0 - e à Itália - de quem perdeu apenas nos últimos minutos, nas oitavas de final, e graças a um pênalti controverso -, aposta suas fichas mais uma vez no meia Cahill, que atua pelo Everton, da Inglaterra, e marcou 19 gols em 37 jogos pela seleção.
EM DURBAN
Alemanha
Neuer; Friedrich, Mertesacker, Badstuber e Lahm; Khedira, Schweinsteiger, Ozil e Mueller; Podolski e Klose. Técnico: Joachim Low
Austrália
Schwarzer; Neill, Moore, Chipperfield e Wilkshire; Bresciano, Culina, Grella, Emerton e Cahill; Kennedy. Técnico: Milovan Rajevac
Árbitro: Marco Rodríguez (MEX)
Estádio: Moses Mabhida
Horário: 15h30 (de Brasília)


