Berlim - Uma ambiciosa e rejuvenescida seleção alemã lutará pelo título na primeira Copa do Mundo organizada na Alemanha reunificada. Em 1974, quando a equipe de Franz Beckenbauer e Gerd Muller ganhou o troféu em Munique, apenas o lado ocidental (RFA) festejou.
Com um passado glorioso disputou 16 das 17 Copas do Mundo e faturou três títulos, em 1954, 1974 e 1990 , a Alemanha (também tricampeã européia) aposta na juventude de seus jogadores para conquistar o tetracampeonato. Uma juventude que também inclui o treinador.
Para reformar uma equipe desestabilizada pela eliminação na primeira fase da Euro-2004, dois anos depois de ter chegado à final da Copa do Mundo, os dirigentes alemães convidaram o ex-artilheiro Jurgen Klinsmann, 40 anos, mas que não tinha qualquer experiência como treinador.
O que surpreende também é o fato de Klinsmann viver em Los Angeles (EUA). Os métodos de trabalho do técnico incluem diversos conselheiros para diferentes temas, entre eles um psicólogo, e um treinamento ao som de rap.
Klinsmann deu à equipe um novo caráter ofensivo, convocando por exemplo o jovem atacante Lukas Podolski. Bastian Schweinsteiger passou a ser titular no meio-campo. Já o atacante Kevin Kuranyi, nascido no Brasil, ficou de fora.
Para dar um toque de experiência a uma defesa jovem formada por Per Mertesacker, Robert Huth e Thomas Hitzlsperger, Klinsmann recorreu ao veterano Jens Nowotny, 32 anos. Para comandar a equipe dentro de campo, Klinsmann escolheu Michael Ballack como capitão, que, segundo o treinador, tem tudo para ser o ''Zidane da Alemanha''. No gol, o treinador foi muito criticado por hesitar entre Oliver Kahn e Jens Lehmann, mas o segundo acabou sendo confirmado como titular.
Sem precisar disputar as Eliminatórias européias, a Alemanha contou apenas com a Copa das Confederações-2005 para testar seus jogadores em partidas oficiais. Derrotada pelo Brasil por 3 a 2 na semifinal, terminou esta competição na terceira colocação. A equipe deu mostras de fraqueza na defesa ao sofrer três gols da Austrália.
A goleada de 4 a 1 para a Itália no início do ano foi uma ducha de água fria no ânimo dos torcedores. No entanto, seguro de suas decisões, Klinsmann pediu paciência aos torcedores até o início da Copa.
Visita ilustre O heptacampeão mundial de F-1, o alemão Michael Schumacher, da equipe Ferrari, visitou ontem a concentração da seleção alemã, em Genebra (SUI). ''Aceitei o convite (de Oliver Bierhoff, diretor-geral da seleção) e estou ansioso para o Mundial, quando estarei com o meu coração na Alemanha'', disse o piloto, que é um grande fã do futebol.

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