Berlim - Ainda restam 40 dias para o pontapé inicial da Copa do Mundo de 2006 na Alemanha, mas o país anfitrião já está preparado para receber as 31 seleções estrangeiras e os milhões de torcedores do mais importante evento esportivo do ano. Franz Beckenbauer, o lendário e respeitado ''Kaiser'', presidente do Comitê de Organização da Copa do Mundo, pode se contentar com o trabalho realizado desde que foi atribuída a seu país a organização do torneio, em 6 de julho de 2000.
Foram construídos novos estádios ou reformados os existentes, que constituem um cenário de sonhos para a 18 edição da competição. A Alemanha gastou 1,5 bilhão de euros na construção e reformas dos estádios, entre os quais se destacam o futurista Allianz-Arena de Munique (76 mil lugares), sede da partida de abertura, e o estádio Olímpico de Berlim (66 mil), palco da final do Mundial de 2006.
Os 12 estádios já são utilizados, apesar do informe alarmista sobre segurança divulgado no início deste ano por uma importante associação de defesa dos consumidores.
O ensaio geral para o Mundial foi a Copa das Confederações de junho de 2005. Confirmou a organização germânica, rígida e quase sem falhas. No entanto, os estádios ainda são uma preocupação dos organizadores. O de Frankfurt teve problemas em seu teto móvel durante a Copa das Confederações e recentemente na Bundesliga por causa do acúmulo de água das chuvas. No de Nuremberg, o Frankenstadion (44 mil lugares), apareceram fissuras nas tribunas devido aos pulos dos torcedores.
No que se refere à infra-estrutura dos transportes, o governo alemão construiu 370 quilômetros de novas estradas e modernizou a rede ferroviária. O símbolo destes trabalhos faraônicos é a futura estação central de trem de Berlim, já apontada como ''o mais moderno entroncamento ferroviário da Europa'', que será inaugurada ainda em maio.
Enquanto o país espera a chegada de cerca de três milhões de visitantes estrangeiros, as autoridades adotaram medidas para o controle estrito nas fronteiras e proibiu o tráfego de aeronaves sobre os estádios. Além disso, a Otan vigiará o espaço aéreo alemão com aviões-radares do tipo Awacs.
Para evitar as manifestações caóticas dos ''hooligans'', a polícia alemã contará com a ajuda de seus pares holandeses e britânicos, além de poloneses, cujos torcedores radicais são pouco conhecidos. Um contingente de 130 agentes cuidará dos ''hooligans''.
A venda de entradas, apesar das críticas à rigidez do sistema (de vendas), e do excessivo número de entradas destinado aos patrocinadores e às federações, foi um sucesso.
Porém, o mais importante é que o Mundial de 2006 já é um sucesso esportivo, com o Brasil de Ronaldinho Gaúcho, a Argentina de Lionel Messi, a Holanda de Ruud Van Nistelrooy, a Inglaterra de David Beckham e a França de Zinédine Zidane.
Os mais preocupados são os torcedores da ''Mannschaft'', a seleção alemã, por causa de seus medíocres resultados. Apenas 12,7% dos alemães crêem que a equipe de Jurgen Klinsmann pode ganhar a final de 9 de julho.

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