Seul - A Alemanha vai à final, e leva para a decisão uma defesa que igualou um recorde histórico. Com a vitória por 1 a 0 sobre a Coréia do Sul na semifinal, os alemães completaram suas seis primeiras partidas na Copa tendo sofrido um único gol, da Irlanda, na primeira fase. A média, de 0,17 por jogo, é a mesma da Holanda no caminho para a final de 1974. ‘‘Nós tomamos um gol em seis jogos, e isso diz tudo’’, afirmou o volante Hamann sobre a defesa.
Ontem, em Seul, a Alemanha alterou sua zaga. Trocou a linha de três jogadores atrás pelo 4-4-2. ‘‘Foi o nosso forte. Temos ido bem com três zagueiros, mas é diferente para cada jogo. Mostramos que podemos ser flexíveis com nossa estratégia de jogo’’, disse o defensor Metzelder.
O time alemão, que chega à sua sétima final de Copa do Mundo, superou ontem também uma multidão de 65 mil sul-coreanos cantando para ajudar seu time. Mesmo com o volume da torcida estampado no placar (que tinha uma espécie de ‘‘termômetro’’ da gritaria), o goleiro Oliver Kahn pediu para começar defendendo bem diante dos Red Devils, a grande torcida organizada do rival, postada atrás de seu gol.
Neste primeiro tempo, os dois times fizeram um duelo equilibrado, sobretudo porque as duas defesas estiveram bem. A balança mudou a favor dos alemães. Choi Jin-Cheul, que havia se contundido em um lance na primeira etapa, saiu do campo 11 minutos após o intervalo.
Quem se aproveitou mesmo foi Ballack, que marcou aos 30 minutos o gol que decidiu o jogo. Um cruzamento rasteiro de Neuville da direita pegou o meia alemão tão livre dentro da área que ele pôde chutar primeiro com o pé direito e, após a defesa de Lee Woon-jae, com o esquerdo, para marcar. ‘‘Acho que nossos zagueiros cometeram alguns erros’’, afirmou o volante Yoo Sang-chul.
A vitória sobre os sul-coreanos foi o sexto capítulo de uma campanha em que a Alemanha teve pela frente times de todas as cinco confederações que estão na Copa. Já haviam enfrentado Arábia Saudita, Irlanda, Camarões, Paraguai e EUA.
No mata-mata, três vitórias por 1 a 0 bastaram para os alemães manterem uma escrita que eles próprios inauguraram em 1954: desde então, sempre há ao menos uma seleção européia na final. No domingo, a Alemanha, que antes do torneio estava bem distante das listas de favoritos, vai buscar seu quarto título.
Já o técnico Rudi Voeller, que assumiu o comando de forma interina e surpreendentemente acabou permanecendo, tenta igualar um feito alcançado apenas por Franz Beckenbauer e Mario Jorge Lobo Zagallo: ser campeão mundial como jogador e treinador.




Em Seul
Alemanha 1
Kahn; Metzelder, Ramelow e Linke; Hamann, Frings, Schneider (Jeremies), Ballack e Bode; Klose (Bierhoff) e Neuville (Asamoah). Técnico: Rudi Voeller
Coréia do Sul 0
Lee Woon-jae; Song Chong-gug, Choi Jin-cheul (Lee Min-sung), Hong Myung-bo (Seol Ki-hyeon) e Lee Young-pyo; Cha Du-ri, Kim Tae-young, Park Ji-sung e Yoo Sang-chul; Lee Chun Soo e Hwang Sun-hong (Ahn Jung-Hwan). Técnico: Guus Hiddink
Árbitro: Urs Meier (Suíça)
Estádio: Da Copa do Mundo de Seul
Gol: Ballack, aos 30min do 2º tempo

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