Alemães querem a hegemonia
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sábado, 15 de março de 1997
Livio Oricchio Agência Estado 
Arquivo FolhaHeinz-Harald Frentzen, da Williams Para responder rápido: qual o piloto alemão que fez sucesso na Fórmula 1 antes de Michael Schumacher? Ou: quais os fabricantes de automóveis alemães com passado de vitórias em corridas? Com muita probabilidade, os nomes Mercedes-Benz, Porsche, BMW refrescarão bem mais a memória das pessoas que, por exemplo, Wolfgang von Trips, Jochen Mass ou Rolf Stommelen. A Alemanha quase sempre se caracterizou muito mais como uma nação dominadora de tecnologia do que como a terra de grandes campeões. Este ano, contudo, em contraponto ao que aconteceu em quase 50 anos na F-1, a disputa pelo título reúne dois pilotos alemães: Michael Schumacher, da Ferrari, e Heinz-Harald Frentzen, da poderosa Williams.
As vitórias históricas dos silberpfeil (flechas de prata) da Mercedes nos Mundiais de 54 e 55, com Juan-Manuel Fangio e Stirling Moss, são exemplos do sucesso dos alemães como fabricantes de automóveis de competição. Há muitos outros, como os títulos da Porsche no Mundial de Marcas (em 69, 70 e 71), ou ainda a sua associação vencedora com a McLaren, nas conquistas na F-1 em 84, 85 e 86, com Niki Lauda e Alain Prost. O primeiro título da era turbo ficou também com a Alemanha. Nelson Piquet, em 83, com a Brabham BT-53 equipada com motor BMW, foi campeão. Antes de Schumacher, tudo de importante que os pilotos alemães realizaram na F-1 foram as duas únicas vitórias do barão von Trips (Ferrari 156), nos GPs da Holanda e da Inglaterra de 61.
Arquivo FolhaRalf Schumacher, da Jordan, e Michael Schumacher, da Ferrari
Quando Frentzen estreou na F-1, em 94, causando ótima impressão, apesar da sua equipe, a Sauber-Mercedes, ser pequena, o comentário mais comum nos boxes era de que ele é melhor que Michael Schumacher. Os dois foram companheiros no Team Junior da Mercedes no Mundial de Esporte-Protótipos, em 90. Este ano Frentzen tem a grande chance de provar que é mesmo competente, como afirmam.
Mas a Alemanha na F-1 este ano não se limita a Michael Schumacher e Heinz-Harald Frentzen. O irmão de Michael, Ralf, de 21 anos, está na Jordan-Peugeot, time que mostrou ter evoluído significativamente do último Mundial para cá. E Ralf chega à F-1 como campeão do Campeonato Japonês de F-3000 (Fórmula Nippon). Há mais: o piloto de testes da Arrows-Yamaha, Jorg Muller, é também alemão e vem de uma conquista respeitável: a F-3000 Internacional.


