A colônia alemã em Rolândia preparou ontem uma festa para o técnico Lothar Matthaus, que dirigiu o Atlético-PR contra o Nacional em seu primeiro jogo como treinador fora da Arena da Baixada, em Curitiba. O técnico alemão pisou pela primeira vez num estádio de futebol no interior do Brasil e foi justamente no Erick Georg, em Rolândia, que tem uma das duas maiores colônias alemãs do Paraná, juntamente com Marechal Cândido Rondon, no Oeste.
  A homenagem a Matthaus foi preparada pelo Conselho Municipal de Turismo de Rolândia, que quis aproveitar a oportunidade para divulgar o nome da cidade e reforçar o intercâmbio Brasil-Alemanha. ‘‘Já que não temos muitos recursos para trabalhar, pois somos um conselho comunitário, temos que aproveitar essas chances que surgem para divulgar o potencial turístico da cidade, sua identificação com a cultura alemã e sua estrutura para receber os estrangeiros que venham nos visitar’’, informou o presidente do Conselho de Turismo, Jaime Freiberger.
  Na sexta-feira à tarde ele chamou de última hora dois grupos folclóricos de Rolândia (Weisser Schwan, ou ‘‘Cisne Branco’’, e Rotkappen) para fazerem apresentações antes do jogo e preparou uma homenagem a Lothar Matthaus. Como não houve tempo antes da partida, a dança ficou para o intervalo. Mas na hora em que o time do Atlético entrou no gramado se formou um grande corredor com os participantes dos dois grupos para acolher o treinador alemão. Alguns rolandenses pioneiros carregavam faixas de boas vindas escritas em alemão – ‘‘Willkommen’’ – e também em português: ‘‘Bem-vindo Matthaus. Mas nossa torcida é para o Nacional’’.
  Junior Pelakuyn e Givanethe Tonin, do grupo Weisser Schwan, disseram que escolheram um traje que é usado na região Baviera para homenagear Matthaus. ‘‘Ficamos sabendo que ele é de Munique, por isso escolhemos essas vestes’’, afirmaram.

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