Álbum da Copa vira febre nacional
As manhãs dos domingos pré-Copa do Mundo mudaram um pouco a rotina de milhões de famílias. Elas continuam se reunindo para um passeio, mas mudaram o destino ou acrescentaram um local a mais. Domingo de manhã virou a data oficial das trocas de figurinhas da Copa do Mundo. A mãe, o pai, o avô, a tia, todo mundo já se prepara para o momento de ir à caça daqueles cromos que ainda faltam para completar o álbum.
Em Londrina, as bancas de jornal e revistas estão congestionadas. É gente comprando, trocando e até por esse vai e vem de pessoas com seus álbuns e figurinhas, os locais tornaram-se ponto de encontro de colecionadores. O Mercado Shangri-lá, na zona oeste de Londrina, é um dos mais tradicionais.
No domingo, a pedagoga Rossana Gontijo, de 36 anos, estava no local com a família toda e havia acabado de conseguir e última figurinha que faltava para completar seu álbum. Exibia orgulhosa o difícil "troféu", o cromo do zagueiro Omar Gonzalez, da seleção dos Estados Unidos.
"Já havia ido a outro ponto de troca hoje e não havia achado. Achei que não fosse conseguir, mas acabamos encontrando aqui e estamos muito felizes", disse, celebrando a conquista da família.
A figurinha mais difícil, segundo os próprios colecionadores, é a do astro brasileiro Neymar. Quando alguém tem mais de um desse cromo, só o cede em troca de um número maior de figurinhas.
O álbum custa R$ 5,90 e cada pacote contendo cinco figurinhas sai por R$ 1. Quem não conseguir completar o álbum, pode fazer um pedido dos números faltantes diretamente à editora.
Segundo a editora Panini, o álbum da Copa do Mundo de 2010 chegou a ter 3 milhões de colecionadores e número deverá ser superado agora
Até a presidente Dilma Rousseff revelou que está colecionando figurinhas junto com o neto Gabriel, de 3 anos. Ela afirmou que o novo hábito a ajuda a aliviar a tensão do dia a dia presidencial
O Programa Folha Cidadania é o desafio social da Folha de Londrina no combate ao analfabetismo funcional





