Alberto Macedo
PUBLICAÇÃO
segunda-feira, 20 de abril de 1998
Da Redação 
O Londrina caiu para a Segundona. Há alguns anos, para muitos torcedores, essa possibilidade seria das mais remotas. Impossível. Com três títulos paranaenses conquistados, em 61, 82 e 92, o outrora temido Tubarão, agora vai ter que nadar em águas rasas e turvas, mais próprias para um lambari. Não existe motivo para tristeza ou choro. O destino da equipe londrinense já vinha sendo traçado a um bom tempo. Só que ninguém quis ver (ou preferiu acreditar em forças ocultas) na esperança do clube conseguir se safar.
Um clube em que a diretoria não existe de fato e que não consegue se entender dentro e fora de campo, o que vocês queriam? Desde o ano passado as contratações aos montes foram absurdas, sem o mínimo de avaliação. Como montar uma base se a cada jogo uma leva de jogadores saia e outra chegava. Como manter uma estrutura nas categorias de base sem o menor apoio aos mesmos? Pelo contrário, alguns atletas foram jogados às feras este ano, sem a menor preparação.
Como querer que um time permaneça na Primeira Divisão, sem em 21 jogos, venceu apenas seis. O rebaixamento foi justo e não adianta tentar virar a mesa agora. Isto seria o mesmo que assinar um atestado de incompetência. O Londrina, tem sim, é mais que disputar a Segundona e voltar através de suas próprias forças. Talvez até seja bom que isto tenha acontecido, pois se o clube conseguisse se safar do rebaixamento, talvez tudo continuaria como até agora: sem organização, sem comando, sem planejamento.
Na Segundona, vai dar para começar do zero, investindo na hora certa e em jogadores certos. Vai ser a redenção do clube. Agora, quanto ao Campeonato Brasileiro da Série B, será outra história. Tomara que não façam as mesmas loucuras do ano passado.
- Londrina, Maringá, Cascavel e Foz do Iguaçu. Quatro das maiores cidades do Paraná e com times na segunda divisão.
- Esta é do automobilismo. Uma história (será?) que vem acontecendo e pouca gente sabe. A eleição para a Federação Paranaense de Automobilismo deixou muitas mágoas e até pessoas que não tem nada a ver - diretamente - com este esporte foram envolvidas. É o seguinte: antes da eleição, o Kartódromo de Londrina estava interditado, pois estava sendo reformado, já que sediaria uma etapa do Campeonato Brasileiro, em julho. O presidente do Kart Clube, Paulo Sacoman, recebeu todo tipo de pressão (imorais até) para votar em determinado candidato. Logo após divulgado o resultado da apuração, as máquinas pararam de trabalhar no kartódromo. Isso não pode acontecer. Parece coisa provinciana. Tem gente fazendo a cabeça do pessoal da prefeitura e estes estão entrando de gaiato em uma briga particular. Esta na hora de mostrar que o autódromo ou kartódromo não é de uns poucos sim de toda a comunidade londrinense. Chega desta briguinhas particulares, que acabam prejudicando um todo. Abre o olho prefeitura. O esporte está acima de muitas vaidades.


