Alberto Macedo

Trabalhando em silêncio
Depois do ‘banho’ que a McLaren deu na disputa do GP do Brasil, vamos ver agora qual será a desculpa de algumas equipes de F-1. Primeiro foi em relação ao sistema de freios da escuderia (mas freio não é para parar?), que estaria ajudando ao time inglês neste início de temporada. A McLaren não utilizou o tal sistema em Interlagos e mesmo assim foi muito superior aos demais. O certo é que depois de perder Ayrton Senna, a McLaren nunca mais foi a mesma. Depois de passar alguns anos em baixa, Ron Dennis resolveu voltar a ser atração ao construir um carro muito bom e isso já podia ser visto em 97.
Enquanto a McLaren trabalhava em silêncio, a Williams se manteve nos louros das conquistas de Damon Hill, em 96, e Jacques Villeneuve, em 97, se esquecendo que quem não evoluir na F-1, logo sentirá as consequências disso. Não está dando outra. Já a Ferrari é um caso que não dá para entender. Tem dinheiro, se quiser, contrata os melhores engenheiros, possui o seu próprio motor e o melhor piloto da categoria. E não ganha nada. Alguma coisa está errada.
Por isso mesmo, a McLaren, com dois bons pilotos (nada de excepcionais), o motor Mercedes que ganhou confiabilidade depois de um início nada bom e um projetista - Adrian Newey - que conhece do ramo, nada mais justo que comece a mostrar este ano que veio para dar trabalho e, mais que isso, fazer as demais equipes ficarem malucas.
•Excelente a performance dos pilotos paranaenses no automobilismo inglês. Enrique Bernoldi venceu as duas primeiras etapas do certame de Fórmula 3, o mesmo acontecendo com o conterrâneo (ambos são curitibanos) Wagner Ebrahim na F-Vauxhall. Bernoldi e Ebrahim não apenas vem ganhando corridas, mas dominando os treinos e fazendo as melhores voltas. Este último, por sinal, vai disputar oficialmente a F-Opel européia. Ele correu as duas etapas da F-Vauxhall como treinamento, mas deve participar de algumas etapas quando as mesmas não baterem com a Opel.
•Com duas etapas disputadas, alguém poderia imaginar que o canadense Greg Moore e o canadense Adrian Fernandez estariam liderando a F-Indy?
•Londrina ganhou seu Centro de Excelência do Basquete. E a situação do vôlei, do futsal, do handebol, da natação e do atletismo, só para ficarmos em algumas modalidades? Sem a criação de pólos nas regiões da cidade, com gente especializada dirigindo as modalidades e vontade política de se ajudar o esporte amador, Londrina estará cada vez mais indo para o fundo do poço. E já faz tempo que nada de bom acontece. Os atletas que são revelados, logo são atraídos por outras cidades (que realmente ajudam o atleta) e vários exemplos estão aí. E mais gente vai continuar indo embora.

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