Alberto Macedo

Que dificuldade!
Dois Corsas, seis Speeds e 11 em Marcas, num total de 19 carros. Este foi o grid (deveriam ser três provas em separado) da última etapa do Campeonato Paranaense de Automobilismo, encerrada domingo, em Cascavel. Uma temporada das mais fracas, sem grandes emoções e com várias categorias (ou subdivisões) com no máximo três competidores lutando pelo título. Mas o assunto hoje não é o fiasco que foi o certame, e sim a desorganização. A cada prova, conseguir a classificação oficial fica mais difícil, conforme sentiu na pele nosso colega Paulo Roberto Pegoraro, da Sucursal de Cascavel.
A imprensa tem que fazer milagre. Se para quem acompanha todas as etapas de perto já é complicado, imagine para os torcedores, que ficam sem as informações. A etapa de domingo era a última. O mais lógico, em qualquer parte do planeta, é após as provas sair a classificação final, com os campeões, enfim, um panorama geral de como ficou o certame. Mas aqui no Paraná, se bobear, o resultado oficial só fica pronto três ou mais dias depois.
E tem mais: no autódromo, ninguém sabia informar nada e muito menos apontar como ficou o campeonato. O torcedor teve de ir embora sem saber quem foi campeão. Mas isso não é novidade. Aqui em Londrina a gente tem que se virar ao final de cada prova para fazer as classificações das categorias. A Federação não tem ninguém para resolver estes problemas ou pelo menos dar alguma informação a respeito. Está na hora de mais profissionalismo por parte da entidade para com a imprensa, que tem dado destaque ao campeonato muito mais pelo dever de informar, do que por iniciativa de quem organiza e promove as disputas.
-Das dez categorias e subdivisões do automobilismo paranaense, apenas um título ficou para Londrina. O da Endurance Até 2.000cc, para Luciano Borghesi e Tazzio Borghesi. Curitiba ficou com sete, Cascavel, dois e Apucarana, um.
-Começa amanhã mais um torneio ‘caça-níquel’, envolvendo alguns clubes que não conseguiram se classificar para a fase decisiva do Campeonato Brasileiro. Será uma competição sem a menor motivação. Apenas para manter os jogadores em atividade.
-O avante Christian, do Inter, brincou muito antes de começar esta segunda fase do Brasileiro, dizendo que um leitão, um galo e um peixe seriam bons pratos. Já começou a ter indigestão.
-E o ‘timinho’ do Náutico está embalado. Depois de meter 3 a 0 na Ponte Preta, o que falar? Que foi zebra?

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