Alberto Macedo

Villeneuve e Guga
O canadense Jacques Villeneuve mostrou no domingo, ao conquistar o Mundial de F-1 que, antes de mais nada, corre por prazer, não por obrigação. Para ele, o automobilismo não é uma profissão, em que tem que se atingir metas custe o que custar, inclusive passando por cima de companheiros, se necessário. Villeneuve passa descontração para o público. Em Jerez mostrou a grandeza dos campeões, ao deixar a vitória para Mika Hakkinen. Ele sabia que o finlandês nunca havia ganho um GP e deu este presente no dia que conquistava seu título.
Simplicidade e um jeitão de quem nem parece que faz parte do seleto clube dos pilotos de F-1. Assim é Villeneuve. Assim é o brasileiro Gustavo Kuerten, o Guga, que deu uma nova cara ao tênis, ao vencer o torneio de Roland Garros. Mostrou que pode ser campeão rindo, brincando e sendo atencioso com o público. Desta forma, Villeneuve e Guga, se encaixam na nova proposta neste final de século, onde caras-amarradas como Michael Schumacher e Boris Becker não têm mais vez.
•Independente de suas qualidade técnicas e de ser, disparado, o melhor piloto do mundo, Michael Schumacher ‘queimou seu filme’ depois do GP da Europa, domingo passado, ao tentar tirar Jacques Villeneuve da corrida. O assunto já foi discutido intensamente pela imprensa, mas como fica Bernie Ecclestone, o todo-poderoso da F-1? Na semana passada ele disse que, quem tentasse jogar sujo, iria ser punido exemplarmente.
•Ricardo Zonta, campeão da F-3000 este ano, e Tarso Marques, que competiu pela Minardi na F-1, estão em Curitiba. Dois grandes pilotos do Paraná, que já são uma realidade no automobilismo mundial. O maior problema de ambos é que não existem boas equipes disponíveis para que possam mostrar suas qualidades. Agora, que pilotam muito mais que alguns que estão em bons times isso é certo.
•Santos e Vasco estão certos em querer mandar em casa - Vila Belmiro e São Januário, respectivamente - os jogos da segunda fase do Campeonato Brasileiro. A CBF diz que só estádios com capacidade para mais de 40 mil pessoas serão utilizados. E pergunto: quantas partidas até agora deram esse público?
•Com três jogos por fazer e precisando sair da zona de rebaixamento, muita gente está dizendo que a solução para o Corinthians seria Varlei de Carvalho e não Candinho.
•Apesar de algumas reclamações, agora é a hora da roupa suja ser lavada no Londrina Esporte Clube. Tudo o que aconteceu de ruim tem que ser levantado. Pior que isso não vai ficar. Só desta maneira o clube poderá ressurgir.

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