Alberto Macedo
Alberto Macedo
Privatizar ou não?
A quase certa privatização do Autódromo Internacional Ayrton Senna já começa a mexer com os aficionados do automobilismo em Londrina. Apesar de as negociaçõesestarem acontecendo em clima de sigilo (e não se entende o porquê de tanto segredo), sabe-se que o grupo do ex-piloto Nelson Piquet estaria assumindo o circuito - assim como fez em Brasília e Pinhais, e está tentando com o de Jacarepaguá, no Rio de Janeiro.
Ninguém sabe em que termos estão sendo feitas asnegociações e qual a razão do interesse do tricampeão pelo autódromo londrinense. Mas a notícia está criando uma grande indignação entre muitos pilotos, em pessoas que ajudaram a construir o circuito e em parte dos empresários.
Por que tanto interesse? Como vai ser após a privatização? As provas nacionais vão continuar vindo para cá ou vão minguar como aconteceu este ano em Brasília e Pinhais? Por que não ouvir quem realmente está envolvido com o automobilismo? E não são poucos em Londrina.
Não se trata aqui de ser contra ou a favor da privatização, tanto que se há uma comissão de pilotos contrária, outros estão a favor. O que se questiona é como o negócio está sendo feito e por quê. Se existem pessoas em Londrina dispostas a dirigir o autódromo, por que não lhes dar a preferência (uma licitação), desde que o calendário de provas seja mantido ou até mesmo aumentado? Por que não fazer uma ampla discussão na cidade, pois o autódromo mexe com o turismo, hotéis, restaurantes, bares, lojas e shoppings?
Nelson Piquet não se dá bem com os dirigentes da Confederação Brasileira de Automobilismo. Isso é claro. Agora, o que ele pretende ao tentar assumir o comando dos principais autódromos nacionais?
Alguma coisa vem por aí. Em Londrina, o que precisa é uma gestão que cobre dos pilotos para treinar, nem tanto quanto Pinhais (cerca de R$ 200), mas uma quantia que permitisseque o autódromo se autofinanciasse.
O que ninguém quer é que questões importantes como esta sejam tratadas debaixo do pano, só vindo à tona após sua consumação. Nada melhor do que discutir os problemas da cidade abertamente, como manda a democracia. E que a maioria decida o que é melhor para Londrina.
-Depois do acidente em Michigan, Émerson Fittipaldi deveria encerrar de vez sua carreira de piloto, mas não havia se decidido. Agora, após a queda com um ultraleve, no último dia 7, parece que o piloto não tem saída. Só resta saber quando ele irá anunciar oficialmente esta decisão.





