É certo que o Londrina teve um primeiro semestre dos piores e agora é hora de colocar a casa em ordem. Mas algumas dúvidas não se consegue entender. Por que não se define logo se Varlei de Carvalho fica ou não? Afinal, quando as coisas apertaram no Torneio da Morte, ele foi o nome de consenso. Se não existe mais isso, o treinador já deveria ter sido dispensado. Em relação aos jogadores, tudo bem esse intercâmbio com Juan Figger, que possui um grande número de atletas, e os mesmos têm que estar em evidência para futuros negócios (qual será a porcentagem do LEC em caso de venda)? Mas é preciso muito cuidado em reforçar o time desta forma, pois sempre vem junto alguns ‘bondes’. Chega de atletas virem para cá, se destacarem e no fim o clube ficar chupando o dedo.
Por fim, está na hora de mostrar para a sociedade a atual situação do Londrina. Uma auditoria viria em boa hora, pois ninguém sabe ao certo como foram as vendas de jogadores nas diretorias passadas. Mais ainda: a obtenção de seus passes precisa ser melhor explicada. É um tal de dirigente sair e levar vários atletas, como se tudo fosse normal. E o clube, como fica? Esclarecer tudo isso é o mínimo para que o torcedor possa entender o que vem acontecendo nos últimos anos. Se todos querem um Londrina forte, nada mais justo que começar do zero, mas com a certeza de que isso não vai se repetir tão cedo.
-Não é só o tênis que Gustavo Kuerten vem jogando que está caindo no gosto do público. Mais que isso, é a nova forma de se comportar em quadra. Guga, com seu jeito todo desengonçado, mostra um lado do tênis que já estava esquecido: joga por prazer. Nos últimos anos a modalidade viu crescer ‘robôs’ na categoria, tipo o croata Goran Ivanisevic, cujos saques passam dos 200 km/h. Era a força sobre o talento. Agora o brasileiro parece reverter isso e trazer de volta a alegria também, pois campeões como Boris Becker, Pete Sampras e Jim Courier raramente sorriem durante os jogos. É muita formalidade. Guga está quebrando este ciclo. Chega de cara fechada!

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