Alberto Macedo
O Mundial de Fórmula Indy já teve duas etapas este ano e mais uma vez os pilotos brasileiros estão perdendo grande chance de obter a primeira vitória na temporada. Na abertura, em Miami, Gil de Ferran e Maurício Gugelmin largaram na primeira fila, mas a festa foi do mexicano Adrian Fernandez. No domingo passado, em Long Beach, Tony Kanaan saiu na pole, liderou o maior número de voltas da prova e, quando todos esperavam pela vitória, o carro rodopiou na sujeira da pista de rua e o piloto bateu na proteção de pneus. É certo que ele cometeu um erro, pois tinha como evitar o acidente. O estreante colombiano Juan Pablo Montoya soube muito bem se aproveitar do fato para conseguir vencer em sua segunda participação na categoria. Mais uma vez a frustração foi total para o torcedor brasileiro.
Ao contrário da F-1, os pilotos brasileiros na Indy estão em equipes de ponta (e com muito dinheiro), casos de Christian Fittipaldi, na Newman-Haas; Gil de Ferran, na Walker; Tony Kanaan, na Forsythe; e Maurício Gugelmin, na PacWest - mas sempre falta alguma coisa para a tão esperada vitória. Seria falta de braço, ousadia ou de estrela? A última vitória nacional na Indy foi em agosto de 97, com Maurício Gugelmin, em Vancouver (Canadá). Para quem tem oito pilotos na categoria, é muito pouco.
Chico Landi, pioneiro do automobilismo brasileiro, tinha sempre na ponta da língua que existiam três fatores para se ganhar uma corrida: sorte, muita sorte e um bocado de sorte. Na situação atual dos nossos pilotos, nem com a ajuda dos céus está dando para terminar uma corrida em primeiro. A fase está ruim mesmo. Muitos dos nossos competidores podem estar dando adeus à categoria este ano. É conferir no final da temporada.
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