Alberto Macedo
Opinião
Feita a justiça
Nada mais justo o título conquistado pelo São Paulo, no domingo, diante do Corinthians. Time de melhor campenha durante a competição, o Tricolor do Morumbi teve o ataque mais positivo - França foi o artilheiro do campeonato - e a defesa menos vazada. O certame deste ano seria bem melhor, se alguns itens do regulamento fossem mudados. Um deles seria o sistema de disputa. Muitas equipes não jogaram com outras este ano. O certo seria confronto entre todas. Aí sim não haveria motivos para reclamações.
Outro ponto que precisa ser mudado é no tocante à contratação de jogadores. Muitos foram contra a escalação de Raí para apenas este jogo. Não vou discutir o mérito da questão, se Raí já tinha contrato assinado há mais de seis meses ou não. O certo, na minha opinião, é que os clubes deveriam ter um tempo limite para se reforçar - no máximo até a primeira fase - e daí por diante se virar com o elenco que tiver.
Outra sacanagem é o jogador ser expulso, arrumarem um julgamento-relâmpago e o mesmo estar na partida seguinte. Isto abre um precedente perigoso, que vem a beneficiar o jogador desleal e violento. A lei tem que ser bem clara, não dando brechas a possíveis manobras. O jogador que levar cartão vermelho, independente de qualquer coisa, não deveria jogar a partida seguinte. Não importa se o mesmo for craque ou perna de pau. São pequenos detalhes que tornariam o futebol mais atraente e com mais credibilidade.
- Se o Campeonato Paulista, apesar dos pesares, é considerado o mais organizado do Brasil, no Rio a coisa tá feia. Ninguém se entende, a tabela foi mutilada e ninguém sabe com quem vai jogar. Está certo o Botafogo que nem foi ao Maracanã, no domingo, enfrentar o Vasco. Enquanto os ‘Caixas D’água’ da vida continuarem a se meter no futebol, o torcedor terá muito mais motivos para ficar em casa.
- E por falar em Caixa D’água, não é que o Onaireves Rolim de Moura reassumiu o cargo de presidente da Federação Paranaense de Futebol?
- Fim de semana negro para o Grêmio, de Porto Alegre. Eliminado em casa pelo Brasil, de Pelotas, a crise promete incendiar o tricolor gaúcho. A primeira cabeça a ser ‘degolada’ foi a do técnico Sebastião Lazaroni.
- Até que enfim Rubens Barrichello teve um bom resultado na F-1. Terminou em quinto o GP da Espanha e promete mais em Mônaco, no dia 24.
- Papelão dos brasileiros no GP Brasil de F-Indy. Dos sete pilotos, o único a terminar foi Maurício Gugelmin, que ficou em nono. Muito pouco.
- As marcas mais famosas do mundo estarão neste final de semana em Londrina, na terceira etapa do Sul-Americano de Superturismo. Imperdível.

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