Ilha da Trindade, 25 (AE) - O veleiro Albatroz, da Escola Naval da Marinha, foi o fita-azul da primeira perna da Regata Eldorado-Brasilis, entre Vitória e a Ilha da Trindade. Liderados pelo comandante Lunardelli, os aspirantes da Escola Naval fizeram um ótimo trabalho, superando o Mar sem Fim, de João Lara Mesquita, e o Normandie, do experiente comandante Jadir Serra. O veleiro chegou à Ilha da Trindade às 15h43 de hoje, enquanto os outros dois eram esperados à noite.
"Foi uma ótima viagem", disse Lunardelli, por rádio. "O moral dos aspirantes está alto e vamos lutar para manter a força que tivemos para vencer a primeira parte." Um dos tripulantes do Albatroz teve um problema alérgico e ficou com o lado esquerdo do rosto inchado. Hoje, o rapaz desembarcou na ilha, onde foi examinado pelo médico do Posto Oceanográfico da Ilha da Trindade (Poit).
A tripulação do navio Tridente, da Marinha, foi a primeira a desembarcar na Ilha da Trindade. Depois de duas tentativas fracassadas, o Tridente cravou sua âncora a 14 metros de profundidade na Enseada dos Portugueses, onde ficará fundeado.
As imediações da Ilha da Trindade têm muitos corais e pedras, o que dificulta a parada das embarcações. Por não dispor de um local totalmente abrigado, a manobra do fundeamento torna-se "crítica e tudo deve ser bem coordenado", segundo o comandante Sakamoto, do Tridente. Nem bem desembarcou, a tripulação do Tridente disputou uma partida de futebol com os marinheiros do Poit, que venceram por 6 a 2.
Desde quinta-feira, os barcos da regata Cidade do Cabo - Rio de Janeiro, contornam a Ilha da Trindade. Na madrugada de segunda-feira, o Albatroz fez contato com um deles. "Perguntei se eram os primeiros da regata, mas disseram que alguns barcos já chegaram a Copacabana", contou o comandante Lunardelli. "Trocamos algumas informações de ventos e seguimos nosso rumo."
A largada para a segunda perna da Eldorado-Brasilis - que tem patrocínio do Cel-Lep e do Leite Molico -, de volta a Vitória, aguarda a chegada do Sophie, do velejador solitário Franco Euclydes. O barco dependerá da vistoria da Marinha para retornar a Vitória. Se não tiver todas as condições exigidas, será rebocado pelo Tridente.

mockup