Celso PachecoBriga acirradaLuiz Carlos, Nelsinho, Mauro, Alaor, Rodrigo e Gugu após o treino de ontem à tarde: Varlei escalará apenas dois no ataque
Os atuais titulares do ataque do Londrina, Mauro e Rogério, parecem absolutos e intocáveis no esquema de Varlei de Carvalho. Parecem, mas nem tanto. O próprio técnico já avisou que Alaor será uma das principais opções do time na Série B do Brasileiro. Mas Varlei afasta a possibilidade de utilizar três atacantes. ‘‘Isso não. Você fortalece a frente e enfraquece o meio’’, avalia.
Aparentemente, a sombra de Alaor não incomoda nem Mauro nem Rogério. ‘‘Aqui, o professor Varlei passa um tipo de mentalidade de grupo. Sem essa de rivalidade... É claro que ninguém gosta de ficar na reserva, mas eu não me considero o dono da posição’’, disse Luís Maurício Souza Rodrigues (Mauro), 29 anos e 1,70 metro de altura, que traz no currículo passagens por América (RJ), Goytacaz (RJ), Umuarama, Desportiva (ES), União de Araras e Comercial (SP).
A exemplo de Mauro, Rogério se desloca constantemente no ataque. Os dois recuam e saem pelos lados para atrair os zagueiros e abrir espaços. A velocidade é uma das características de ambos. Mas, ao contrário de Alaor, nenhum deles é do tipo matador. ‘‘Estou sempre atento às jogadas de área’’, garante Rogério Delgado, 26 anos e 1,75 metro de altura, que marcou 17 gols e terminou como artilheiro do último Campeonato Catarinense pelo Tubarão (SC). Já jogou pelo Olímpia, Votuporanguense, Rio Branco, Francana, Losano Paulista, Santo André, Mirassol (todos de São Paulo) e Tuna Luso (PA), entre outros.
Alaor tem a própria cara do Londrina. Começou a carreira na escolinha do clube. A torcida vê nele o símbolo da garra. O tradicional estilo do centroavante matador poderia ajudá-lo na briga pela posição. ‘‘Não penso assim. Preciso lutar pelo meu espaço. Se o professor (Varlei) quiser me escalar, ótimo. Estou aqui para batalhar pelo mesmo objetivo dos meus companheiros: o título’’, conta Alaor Palacio Júnior, 29 anos e 1,81 metro de altura, ex-Caxias, Ferroviária, Pelotas, Coritiba, América de Rio Preto, Criciúma e Juventus (ambos de Santa Catarina), Paulista de Jundiaí e Samsung da Coréia, ao qual seu passe continua vinculado.
O meia-atacante Nelsinho jura que, se Varlei precisar dele, é só entregar a camisa titular ao baixinho de 27 anos e 1,56 metro de altura. ‘‘Minha pouca estatura não me atrapalha em nada. Ao contrário, facilita. São raros os grandalhões que jogam no ataque’’, constata ele, que já é ídolo da torcida. Na frente, Varlei poderia escalar Gugu, que revelou habilidade no coletivo de ontem. O passe de Gugu pertence ao Paraná Clube.
Meio esquecido no ambiente, Luiz Carlos, emprestado pelo São Paulo até dezembro, já não repassa a mesma timidez dos tempos do último Paranaense. ‘‘Era cair ou não cair. Confesso que senti a responsabilidade nas costas do centroavante’’, lembra. ‘‘Agora, a gente sente o alto astral de um grupo muito mais forte, que só pensa no título’’, garante Luiz Carlos, que, ao contrário de antes, mostra mais personalidade nos treinamentos. ‘‘Espero uma chance para provar que serei útil ao Londrina.’’

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