O atacante Alaor admite que os dois recentes gols - o terceiro dos 3 a 1 da classificação diante do Joinville, na quinta-feira passada, e o primeiro no empate de 3 a 3 contra o Atlético Paranaense, domingo, pela Copa Paraná - o ajudaram superar a má fase. E agradece a benção do padre Ildo, que, segundo ele, ‘‘espantou os maus espíritos’’ que tanto o incomodavam.
Alaor lembra que estava desanimado. Entre um e outro momento de meditação na Paróquia São Vicente de Paulo, no Parque Guanabara (zona sul), Alaor ouvia atentamente os ensinamentos do padre, que sempre o aconselhou. ‘‘Ele dizia que o meu problema estava na cabeça e não nos pés. Descobri que era verdade.’’
Os problemas pessoais de Alaor também preocupavam o técnico Varlei de Carvalho. Depois de utilizá-lo como titular na primeira fase da Série B do Brasileiro, o treinador decidiu deixá-lo na reserva, escalando-o apenas nos finais de alguns jogos. ‘‘Só uma pessoa resolveria os conflitos do Alaor: ele mesmo’’, disse Varlei.
A exemplo de Alaor, o lateral Renan, que hoje atua improvisado no meio-campo, promete aproveitar a chance para mostrar que merece a camisa titular. Renan, aliás, entra em campo credenciado pelos elogios de Varlei, que destacou o bom futebol do ‘volante’ no empate contra o Atlético Paranaense e no coletivo de ontem no Estádio Vitorino Gonçalves Dias (VGD). ‘‘Sou versátil. Meu estilo é ir pra luta’’, avisa o combativo Renan, de apenas 22 anos, ex-Rio Branco de Venda Nova (ES), Linhares (ES), Rio Branco de Americana, América de Rio Preto e Comercial (SP).
Já o meia-atacante Nelsinho abriu um largo sorriso quando lembraram que o Gama viu nos teipes que o baixinho, xodó da torcida do Londrina, é o ‘terror’ dos adversários, principalmente no Estádio do Café. ‘‘Se me marcarem em cima, meus companheiros saberão encontrar espaços pra atacar’’, ele avisa.Mario CesarArtilheiro recuperadoAlaor (camisa azul) entre Marcelo e Arnaldo no apronto de ontem no VGD: atacante afirma que já curou os problemas da cabeçaNelson Cilo

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