Alan Bahia não comparece para depoimento na delegacia
PUBLICAÇÃO
sexta-feira, 03 de agosto de 2007
Maigue Gueths<br>Equipe da Folha 
Curitiba - O volante Alan Bahia, do Atlético Paranaense, não compareceu, ontem, à Delegacia de Delitos de Trânsito (Dedetran), em Curitiba, onde deveria prestar depoimento sobre o acidente que resultou na morte do também jogador Alex Miranda, no último domingo. No horário marcado, só o advogado do jogador esteve na delegacia, onde apresentou um atestato médico, solicitando o adiamento do depoimento, remarcado para segunda-feira.
Também para segunda-feira está marcado o depoimento de Janaína Loloyla, que estava no carro no momento do acidente. Segundo o delegado Armando Braga de Morais Neto a garota é considerada ''testemunha chave'' para esclarecer as circuntâncias do acidente. A polícia espera que ela dê informações sobre a velocidade que o joagdor estava dirigindo, e se ele teria ou não ingerido bebida alcoólica.
Depois de colher todas as informações e depoimentos, o delegado vai decidir se Alan Bahia será indiciado por homicídio culposo ou doloso. O jogador também pode ser indiciado por lesões corporais, caso Janaína apresente queixa formal na delegacia.
''Que a velocidade era inadequada é inquestionável, a ponto de destruir um veículo moderno, seguro, quebrar um poste de concreto em três partes e provocar uma morte imediata. Mas tudo leva a concluir que ele não estava sob efeito de bebida'', disse o delegado. De acordo com ele, cinco testemunhas, entre eles dois socorristas do Siate - que falaram de perto com Alan após o acidente disseram que não sentiram cheiro de bebida alcoólica.
Essa hipótese está sendo investigada com cuidado porque logo após bater o carro, o jogador retirou várias latas de cerveja cheias de seu carro. ''Acredito que ele foi mau orientado por alguém'', afirmou Morais Neto. Para ele, as investigações apontam, até agora, para o indiciamento do jogador por homicídio culposo, sem dolo. ''É o que configura crimes por imprudência, negligência e imperícia'', explica, lembrando que a pena prevista é de quatro a seis anos de prisão.


