A maior joia revelada pelo Londrina desde Élber conta as horas para chegar 2013. O atacante Alan quer apagar a última temporada e reiniciar a promissora carreira, interrompida por uma lesão de ligamento cruzado do joelho. Ele já amarga 1 ano e dois meses sem atuar e não vê a hora de poder entrar em campo de novo pelo Red Bull Salzburg, da Áustria.
"Eu estava muito feliz, na melhor fase da minha carreira, mas infelizmente rompi o ligamento cruzado do joelho", lamentou Alan.
O jogador sofreu a lesão no empate do Salzburg em 0 a 0 com o Rapid Vienna, no dia 29 de agosto de 2011, em jogo válido pelo Campeonato Austríaco. Fez a cirurgia no Rio de Janeiro, mas ela não foi bem sucedida. A recuperação, que neste caso leva de seis a oito meses, já chega a mais do que o dobro. "Tive que fazer outra cirurgia na Áustria e agora estou aqui, nos Estados Unidos, no final da minha recuperação, para voltar a jogar no ano que vem", disse, otimista.
Alan despontou no Tubarão em 2007, aos 17 anos, e logo conquistou espaço na equipe principal. Foi vendido no mesmo ano ao Fluminense por cerca de R$ 1 milhão. Chegou à seleção brasileira Sub-20 e ao time principal do Tricolor. No meio do Brasileirão de 2010, foi vendido para o Salzburg.
Mesmo parado há um bom tempo, Alan se diz feliz na Áustria e nem pensa em retornar ao Brasil agora. "Não penso em voltar para o Brasil agora. Quero fazer minha carreira na Europa. Quem sabe mais para frente eu posso voltar", disse.
Aos 23 anos, ele tem motivos de sobra para querer fazer carreira na Europa, já que seus belos gols vinham chamando a atenção de grandes clubes antes da lesão. "Eu estava em um ótimo momento quando me machuquei. Houve alguns boatos de alguns times da Alemanha, mas não houve nada de concreto. Eu tenho o sonho de jogar na Espanha, acho um futebol muito bonito, espero um dia poder atuar por algum clube de lá", projetou.
A lesão também interrompeu o sonho do jogador de chegar à seleção principal, mas ele ainda espera conseguir uma oportunidade no futuro. "No momento, só penso em poder voltar a jogar futebol. Seleção é consequência, é um objetivo sim, mas é uma coisa de cada vez. Já fui para a Sub-20 e espero poder voltar a atuar, agora pela principal", observou.
Frustração
Fora a grave lesão, a grande frustração dele até o momento foi a não classificação do Salzburg para a Liga dos Campeões da Europa. O time austríaco foi eliminado pelo Dudelange, atual campeão de Luxemburgo, na segunda pré-eliminatória. "Foi frustante pelo fato de ter perdido para um time de pouca expressão. Mas eles (diretoria) reformularam tudo agora, trouxeram jogadores novos e estamos com uma ótima equipe. Espero que no ano que vem nós possamos conseguir a vaga e eu estar jogando novamente", desabafou. "É o sonho de qualquer jogador, mas ainda sou novo e sei que vou jogar", completou.
Mesmo de longe, ele não se esquece dos laços com o Brasil e acompanha a caminhada de seu ex-clube para mais um título nacional. "O Fluminense é meu time de coração e vou estar sempre na torcida pelo melhor do clube. Tenho vários amigos que ainda jogam lá e acho que o Flu vai levar mais essa", apostou.
Mas não é somente do Fluminense que ele lembra. O Tubarão, obviamente, tem um lugar especial em seu coração. E até promete um dia retornar.
"Se eu estou aqui onde estou hoje é graças ao Londrina. Eu sou muito grato ao LEC, que abriu as portas para mim. Não tem como eu me esquecer. Foram ótimos momentos e eu espero um dia poder voltar a vestir a camisa do LEC", comentou, deixando escapar que nem tudo foram flores no Tubarão. "Guardo também algumas mágoas com algumas pessoas, mas isso é o de menos. O importante é que eu convivi com muita gente boa: seo Lívio (Vieira, ex-técnico), Sidiclei (Menezes, ex-gerente), Zé Roberto, meu primeiro treinador, e principalmente meu paizão, senhor Edson (Henrique, administrador do VGD), que até hoje esta ai e dá a vida por esse clube", finalizou, lembrando que acompanha e torce pelo Londrina mesmo de longe.

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