O americano Al Unser Jr. não vence há 31 corridas na fórmula Indy. Desde o GP de Vancouver, em setembro de 95, o bicampeão não chega na frente. Este ano, Unser obteve como melhor colocação um terceiro lugar em Nazareth. A decadência do piloto mais respeitado da Indy é notada também pela aparência: Unser está barrigudo, fora de forma física.
O piloto da Penske, porém, nega que esteja desmotivado. ‘‘Estou mais frustrado do que qualquer um’’, reconhece. ‘‘Mas continuo com o mesmo desejo de vencer da época em que comecei na Indy, há 16 anos.’’ Para Unser, o jejum de vitórias se deve a uma combinação de fatores, como a má performance do chassi Penske nos mistos, a competitividade da categoria e as falhas mecânicas. Unser abandonou sete das 13 corridas.
Unser tem refletido sobre as razões da má fase. ‘‘Todo mundo quer encontrar um culpado: como eu dirijo para o melhor dono de equipe da Indy, com o maior patrocinador, todos acham que eu tenho a obrigação de ganhar sempre’’, afirma. ‘‘Se eu não consigo, imaginam que eu tenho algum problema pessoal ou profissional, mas, se tivesse, já teria ido embora.’’
Unser tem contrato com a Penske por mais dois anos. ‘‘Roger não me deu indício de que poderei sair e eu quero continuar na Penske’’, afirma. Roger Penske está de olho em outro jovem canadense, Greg Moore. Mas o chefe de equipe mais poderoso da Indy não quebra contratos e não mudará o time para 98.

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