São Paulo, 03 (AE) - O Al Nassr e o Raja Casablanca estreiam no Primeiro Mundial de Clubes, quarta-feira, no Morumbi, com objetivos diferentes. Enquanto o time da Arábia Saudita sonha em surpreender na competição, lutando por uma vaga na decisão da competição, a equipe do Marrocos afirma que não veio ao Mundial para fazer turismo, mas admite que suas chances de ganhar o Mundial são quase nulas. As duas equipes estão hospedadas no Hotel Intercontinental, na região dos Jardins. "Não temos a pretensão de sermos campeões, mas viemos para fazer uma grande papel", disse o vice-presidente do Raja Casablanca, Rachi El Boussari.
Já o príncipe Talal Bin Abdulaziz, vice-presidente do Al Nassr
que cuida da administração do clube árabe no Mundial garante que a expectativa é lutar por uma vaga ao título. "Nada é impossível, vamos tentar a classificação", disse o príncipe, que há dias tentou a contratação de alguns craques do futebol brasileiro para reforçar sua equipe, mas não conseguiu. Ele disse que muitos empresários indicaram vários jogadores, cujos nomes não foram aprovados pela comissão técnica do Al Nassr. Quem o clube árabe pretendia era Romário, Alex Alves ou Paulo Nunes, mas foi impossível a contratação de um desses jogadores, por causa do calendário do futebol brasileiro. Os jogadores do Al Nassr, segundo os organizadores do Mundial, que acompanham as atividades da delegação árabe na capital, tem mantido um comportamento discreto no hotel. Os dirigentes do Al Nassr fizeram uma única exigência: não servir carne suína para nenhum membro da delegação. Eles são adeptos da religião mulçumana, que não come carne de porco.
No Raja Casablanca, que treinou hoje à tarde na Academia do Palmeiras, a comissão técnica admite que o time não está no auge da forma física. Os jogadores estão na metade da temporada no futebol africano, por isso a equipe não pode se preparar adequadamente para o Mundial. Rachi El Boussari, que é uma espécie de porta-voz do clube, disse que a ausência do técnico argentino Luís Oscar Fallone, que, por motivos de saúde não veio com a delegação ao Brasil, não deve influir no comportamento da equipe.
Fallone viajou para Paris para fazer exames médicos, tem mantido contato telefônico a todo instante com o treinador interino, Fathi Jamal, que vai dirigir a equipe no Mundial. "Na verdade, ele está orientando a equipe à distância", disse El Boussari. "Mas Fathi Jamal conhece o elenco há muito tempo, pois ele foi atleta do time, é o responsável pelas nossas categorias amadoras e foi quem revelou a maioria dos jogadores.