Ainda temos cartas para jogar, diz Rubinho
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quinta-feira, 23 de março de 2000
Por Livio Oricchio 
São Paulo, 24 (AE) - A expressão no rosto de Rubens Barrichello, hoje, depois da segunda sessão de treinos livres, se contrapôs à sua alegria quando o primeiro treino acabou, em que ficou com o melhor tempo. Rubinho estava ainda mais chateado em razão de ter colocado pneus novos na sua Ferrari enquanto Michael Schumacher treinou com apenas um jogo de pneus. Apesar do recurso, Rubinho acabou em quarto, com 1min16s613, e Schumacher em segundo, 1min16s375.
"O máximo que eu faria seria igualar a marca do Michael." Na sua melhor volta ele perdeu muito tempo na freada da Junção por encontrar na frente a Benetton de Giancarlo Fisichella. Entre uma sessão e outra o piloto e seu engenheiro, Paolo Cantoni, tentaram um ajuste distinto no carro e que acabou não dando o resultado esperado. "Nós precisamos voltar a usar o assoalho mais alto porque as ondulações são em maior número do que imaginei."
Por conta de sua informação à equipe semana passada, sobre a uniformidade do novo asfalto, Cantoni e o engenheiro-chefe, Ignazio Lunetta, haviam adotado um ajuste mais duro nas suspensões e uma altura menor para o assoalho. "Para amanhã nossos carros terão as soluções que agradaram o Michael e as que tornaram meu chassi mais veloz." Sua confiança em largar na primeira fila do GP do Brasil está mantida. "Nós temos algumas cartas ainda para jogar, acho o resultado possível." Já Schumacher destacou que a Ferrari está mais próxima da McLaren numa pista onde normalmente sempre ficou bem para trás, como em 1999, em que foi um segundo e dez milésimos mais lenta. "Creio saber onde mexer no carro para torná-lo mais rápido, acho que vamos brigar pela pole position."
O ritmo da Ferrari é bom, segundo o alemão. Ele teve um problema com os freios dianteiros na final da segunda sessão, quando a pista estava mais rápida. Quando deixou os boxes, não teve tempo de completar uma volta lançada, que poderia diminuir a diferença imposta por Mika Hakkinen, da McLaren, 479 milésimos. De acordo com Barrichello, tanto ele quanto Schumacher tinham sempre um volume "respeitável" de combustível no tanque.


