Guadalajara - No primeiro semestre do ano passado, desacreditada, a seleção brasileira teve o melhor desempenho do planeta em amistosos, ganhando confiança e entrosamento para brilhar na Copa. Já em 2003, apesar da badalação pós-penta, o time amarga uma das piores colocações no ranking de resultados na temporada, com um empate e uma derrota.
Apesar do ambiente ainda bastante tranquilo, o técnico Carlos Alberto Parreira já esboça perder a paciência quando questionado sobre os resultados ruins. ''Ninguém melhor do que eu sabe a importância de vencer para a seleção. Mas os calendários mundial e brasileiro atrapalham'', declarou Parreira, em um tom de voz mais alto do que o habitual.
Contra o México, Parreira não aposta em uma melhora excessiva da equipe. ''Tivemos atletas chegando hoje (ontem), só vamos fazer um treino e vamos enfrentar uma equipe aguerrida'', disse o técnico, que diz esperar ser cobrado só a partir das Eliminatórias, em setembro.
''No Brasil, o objetivo é sempre Eliminatória e Copa do Mundo. Espero chegar em setembro com o time encaminhado. A Eliminatória sempre é complicada.''
Depois do jogo de hoje, o Brasil só deve voltar a atuar na segunda quinzena de junho, na Copa das Confederações, na França.
No México, a grande ausência é o meia-atacante Cuauhtemoc Blanco, principal jogador do país. O técnico argentino Ricardo Lavolpe, goleiro reserva da seleção campeã mundial de 1978, justificou a não convocação de Blanco dizendo que quer observar outros atletas.

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