Ainda falta muito
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segunda-feira, 27 de maio de 2013
EDUARDO MENDES<br>[email protected] 
Internamente e à primeira vista, a beleza do novo Mané Garrincha se impõe, mas não minimiza os problemas escancarados no exterior do estádio. No segundo evento-teste para a Copa das Confederações, o principal problema foi a entrada dos torcedores para acompanhar Santos e Flamengo.
Há uma hora da partida, dezenas de filas, que chegavam a três quilômetros, formavam um cenário de caos para quem chegava ao estádio. Foram colocados oito detectores de metal e mais um raio-x nas 12 entradas dos portões. Muitos dos aparelhos, porém, segundo os torcedores, não funcionaram.
O resultado ficou nítido dentro do estádio. A menos de meia hora para o jogo, metade dos lugares ainda estavam vazios. Boa parte das cadeiras atrás dos dois gols ficou vazia durante o primeiro tempo.
Voluntários e um sistema de som tentavam minimizar as falhas da operação. Ainda havia cem orientadores, segundo o Governo do Distrito Federal. Perto dos portões, placas indicavam o local no qual o torcedor deveria se dirigir.
Apesar das enormes filas, a chegada ao Mané Garrincha não apresentou transtornos. O raio de três quilômetros ao redor do estádio foi fechado. As pessoas se dirigiram ao estádio caminhando, de bicicleta ou pelos ônibus disponibilizados.
Dentro do estádio, o sistema de som funcionou perfeitamente, assim como a imagem do telão.
A tribuna de imprensa foi aberta pela primeira vez, mas de forma improvisada. A escada com tablado de madeira estava sem corrimão. Parte das bancadas do eixo superior estava sem eletricidade.
A 19 dias para a estreia do Brasil na Copa das Confederações, o Mané Garrincha carece de reparos, principalmente do lado de fora, que mais parece um canteiro de obras.



