A última rodada da segunda fase da Série A-2 (Terceira Divisão) do Paraná no próximo domingo promete muita emoção na briga pelas duas últimas vagas classificatórias para a Série A-1. Enquanto Sorec-Cascavel e Roma-Apucarana já festejaram no último domingo a conquista da classificação no Grupo D, no Grupo E todos os quatro times ainda estão no páreo. O líder Águia-Mandaguari (9 pontos) e o Arapongas (7) só precisam empatar contra Matsubara (6) e Cascavel (5), respectivamente em Cambará e Arapongas, para garantir as vagas.
Invicto há 20 partidas, incluindo amistosos e jogos oficiais, o Águia vem fazendo a alegria da torcida de Mandaguari (33 km a leste de Maringá). Afinal, o futebol profissional estava desativado na cidade desde 1974 e o novo time recolocou a cidade no mapa do futebol estadual. O diretor administrativo do clube, Osvaldo Sehnem, explica que o sucesso do time é fruto do longo período de preparação iniciado em dezembro do ano passado.
O industrial Jair Piasentim, presidente do Águia Futebol Sociedade Civil Limitada, é quem banca os custos da equipe estimados em cerca de R$ 15 mil. Todos na cidade vivem a expectativa de ver o time mais próximo da segunda divisão. ''Só falta esse passo definitivo para a gente chegar lá. Mas sabemos que as dificuldades são grandes porque o Matsubara também está pensando em subir'', afirma Osvaldo Sehnem.
Comandado pelo técnico Roberto Fonseca, ex-zagueiro do Londrina, o time conta com jovens valores da região e alguns profissionais rodados, como o meia Júlio (ex-Apucarana, Londrina, Ponta Grossa), o atacante David (ex-Londrina, Prudentópolis e Nacional de Rolândia), o volante/zagueiro Gladston (ex-Londrina e Paranavaí) e o goleiro Rogério (ex-Londrina).
O nome Águia, conta Sehnem, foi escolhido por Jair Piasentim. ''A Águia é uma ave persistente que vive até 70 anos, que tem garra e força de viver.'' Característica, explica o dirigente, que os jogadores do clube têm mostrado em campo.

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