Santos - O advogado do Santos, João Vicente Gazolla, afirmou ontem que o clube estuda a possibilidade de mover um processo contra o suposto agressor do meia-atacante Marquinhos. O jogador alega que foi agredido por um policial após a derrota do time santista para o Ceará por 2 a 1, domingo, em Fortaleza.
A confusão começou quando o atacante Neymar começou a bater boca com João Marcos. O jovem atacante santista tentou partir para cima do atleta cearense e até apontou o dedo na cara do adversário. Na confusão, Marquinhos foi afastar o companheiro quando supostamente teria ocorrido a agressão do policial, que não foi registrada pelas câmeras de TV.
''Nós orientamos o Marquinhos a fazer o Boletim de Ocorrência e o consequente exame de corpo de delito. Vamos nos reunir para decidir qual será a ação a ser tomada. Há a possibilidade de movermos um processo. Mas, antes de tomar qualquer atitude, precisamos analisar a documentação (BO e exame), conversar com o jogador, com os dirigentes, ouvir os relatos'', disse Gazolla ao site ''Justiça Desportiva''.
Durante a confusão, Marquinhos explicou o ocorrido e, inclusive, mostrou a marca da agressão nas costas. ''Quando fui tirar o Neymar da confusão, um policial me acertou com o cassetete nas costas. Eu queria tirar apenas o Neymar, que é um jogador importante para a gente'', declarou Marquinhos ao canal Sportv. ''O comandante (da Polícia) viu que fui agredido. Um companheiro de vocês (da imprensa) também viu. O povo cearense não merece um policial tão desqualificado como esse'', acrescentou. O policial que supostamente teria agredido o jogador desceu correndo para o vestiário do Ceará.

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