Brasília - O atacante Ronaldo, um dos destaques da seleção brasileira pentacampeã mundial, ficou muito feliz com a receptividade dos torcedores em Brasília, primeira escala do ''vôo da vitória'', que deixou o Japão na segunda-feira. Mais de 300 mil torcedores foram para as ruas da capital federal saudando a conquista dos atletas. ''Só chegando no nosso país e recebendo esta energia. Agora a gente sabe que é campeão do mundo'', disse o jogador.
Criticado por parte da imprensa esportiva e torcedores brasileiros antes da Copa, o meia-atacante Rivaldo também se surpreendeu com todo o carinho que recebeu desde que chegou a Brasília. ''É uma coisa única na vida de uma pessoa, na vida de um jogador de futebol. Em 1998 perdi uma festa dessa, mas enquanto disputávamos o mundial pensava que uma nova derrota na final da Copa do Mundo não poderia acontecer na minha carreira. Estou muito cansado, mas a festa deste povo nos dá alegria para continuar'', afirmou Rivaldo.
Em cima do trio elétrico no trajeto até o Palácio do Planalto, o lateral-esquerdo Roberto Carlos demonstrou toda a sua alegria com a recepção dos brasilienses. O jogador, que mora em Madri, na Espanha, também afirmou que estava muito surpreso com o carinho do torcedor brasileiro na capital federal. ''Este povo está de parabéns. O carinho, o amor ao futebol é algo sensacional. O povo brasileiro merece muito mais do que isto. O Brasil é e sempre será o maior país do mundo'', declarou o jogador.
Escolata - A frieza protocolar que marcou o desembarque da seleção em Brasília foi precedida por uma euforia quase infantil dentro do avião que conduziu o time de Los Angeles ao Distrito Federal. A principal causa do frisson foi a performance dos cinco caças Mirage da Força Aérea Brasileira que escoltaram o avião da seleção cerca de 20 minutos antes do pouso na Base Aérea de Brasília.
Primeiro, a informação de que os jatos acompanhariam o Boeing foi recebida com incredulidade pelos passageiros. De repente, formou-se um tititi e ocorreu uma debandada de cabeças na direção das janelas.
Cinco caças dois de cada lado, um pintado com as cores da bandeira nacional, e outro atrás escoltaram o avião a poucos metros de distância, deslumbrando os jogadores. Ronaldo, que foi o retrato da modorra durante todo o vôo, sem se envolver na festa dos colegas, pegou imediatamente sua câmera digital portátil e passou a filmar os Mirage.
Foi quando uma voz surgiu nos alto-falantes do avião. Era o comandante de um dos caças, que, por intermédio de um rádio, comunicava-se diretamente com o Boeing, saudando a seleção em nome das Forças Armadas brasileiras.

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