Agora é pra valer, avisa Parreira
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sexta-feira, 24 de junho de 2005
Luiz Antônio Prósperi<br> Agência Estado 
Nuremberg - Jurgen Klinsmann está preocupado com o que pode acontecer hoje no Frankenstadion, em Nuremberg. O técnico da Alemanha tem dúvidas de que a seleção brasileira esteja realmente cansada. E lamenta as críticas que o time de Parreira vem recebendo sabe que os pentacampeões crescem muito quando são provocados.
Klinsmann não está errado. O Brasil chega à semifinal da Copa das Confederações, hoje, às 13 horas (horário de Brasília), em Nuremberg, com a motivação lá em cima palavras do técnico Carlos Alberto Parreira.
''Os brasileiros não estão cansados. Foram muitos criticados na derrota para o México e agora estão mais motivados do que nunca. Para nós, seria muito bom se eles estivessem recebendo flores'', revelou Klinsmann, depois do treino da Alemanha, ontem.
Um dia antes, Parreira havia espalhado aos quatro cantos da Alemanha que a hora era do futebol brasileiro. E ontem, o treinador do Brasil repetiu a história. ''Não falei a palavra guerra para resumir o que será este jogo. Foram outras frases que, resumindo, mostram o nosso sentimento: agora é pra valer. Chegamos à final. O Brasil veio aqui para ganhar'', avisou Parreira.
Ganhar, no dicionário de Parreira, tem o significado de impor o ritmo do futebol brasileiro, não aceitar a pressão dos alemães, circular a bola e fazer valer a tradição das cinco estrelas na camisa amarela. Somando tudo isso, o treinador exige: ''Muita força mental. Não se pode perder a concentração contra os alemães. A força deles está na aplicação, determinação, não desistem nunca.''
Contra toda essa carga pesada da Alemanha e o clima quente, abafado na cidade, Parreira prefere esconder a escalação do Brasil. Tem intenção de manter o mesmo time que abriu a Copa das Confederações contra a Grécia. Mas faz mistério.
O ''quarteto fantástico'' deve ser mantido, mas Parreira não descarta uma alteração de última hora Juninho Pernambucano no lugar de Robinho ou Adriano. Daria consistência na marcação e prejuízo na força do ataque.
Outra alteração, bem viável, seria Léo na vaga de Gilberto na lateral-esquerda. O jogador do Santos, mais leve, dá mais velocidade no apoio ao ataque. Em contrapartida, Gilberto, mais robusto, suporta mais o tranco dos alemães na marcação. Nas outras posições, voltam Dida, Roque Júnior e Emerson, que não jogaram contra os japoneses.
Quem vencer hoje enfrenta o ganhador de Argentina e México, que jogam amanhã, em Hanover. Se acontecer o empate entre Brasil e Alemanha, haverá prorrogação de 30 minutos. Nova igualdade leva a decisão para os pênaltis.
EM NUREMBERG
Alemanha
Lehmann; Fridrich, Mertesacker, Huth e Hitzlsperger; Ernest, Schneider, Fring e Ballack; Podolski e Kuranyi. Técnico: Jurgen Klinsmann
Brasil
Dida; Cicinho, Lúcio, Roque Júnior e Gilberto (Léo); Emerson, Zé Roberto, Kaká e Ronaldinho Gaúcho; Robinho e Adriano. Técnico: Carlos Alberto Parreira
Árbitro: Carlos Chandía (CHI)
Estádio: Frankenstadion
Horário: 13 horas (de Brasília)


