Agnelli imagina Rubinho como "novo Senna" na Ferrari
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sábado, 04 de setembro de 1999
Por Livio Oricchio 
São Paulo, 5 (AE) - Para Gianni Agnelli, o influente presidente de honra da Fiat, Rubens Barrichello pode tornar-se "o novo Senna" na Ferrari. O dirigente da empresa italiana, proprietária da equipe de Fórmula 1, elogiou a contratação do piloto brasileiro. "Confio plenamente em Barrichello, o Brasil já produziu grandes campeões." Não houve nenhuma interferência da Fiat no negócio, segundo Agnelli.
"Temos muitos interesses no Brasil, mas esse não foi o motivo da escolha", explicou. "Não intervenho em nenhuma decisão da Ferrari e aplaudo a definição por Barrichello." Agnelli estava no Lago de Como, numa reunião mundial sobre economia quando, numa pausa, atendeu a imprensa.
O norte-irlandês Eddie Irvine, vice-líder do campeonato, um ponto atrás de Mika Hakkinen (60 a 59), deve agora ser o número 1 da Ferrari na opinião de Agnelli. Irvine disputa com Hakkinen o título da temporada. O dirigente lamentou a saída de Irvine, após quatro anos na Ferrari.
Ecclestone - Segundo o jornal inglês Sunday Business, na sua edição de hoje, Bernie Ecclestone está prestes a vender metade do seu império de empresas que promovem a Fórmula 1, dentre outros eventos esportivos.
Sem citar o nome do investidor, a reportagem apenas destaca tratar-se de um interessado único, disposto a pagar 1,5 bilhão de libras (U$ 2,41 bilhões). A Formula One Administration Ltd, contudo, empresa que comercializa os direitos de TV do Mundial de Fórmula 1, ficaria ainda nas mãos de Ecclestone.
A venda poderia estar ligada às dificuldades que dirigente vem enfrentando para colocar as ações da Fórmula 1 na bolsa de Londres. A Comissão Européia acusou Ecclestone e a Federação Internacional de Automobilismo (FIA) de ferirem o princípio de concorrência nos negócios. O que está em questão é por que apenas as empresas de Ecclestone podem explorar o Mundial.


