Agnelli descarta demissões na Ferrari
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quarta-feira, 30 de agosto de 2000
Agência Estado De São Paulo 
O presidente de honra da Fiat e proprietário da Ferrari, Gianni Agnelli, garantiu ontem que não mandará ninguém da equipe embora, mesmo em caso de perda do Mundial de Fórmula 1. Os comentários na Europa eram de que haveria uma restruturação na Ferrari. Ainda confio no título, mas, se não conseguirmos, todos serão mantidos no cargo. Ser segundo na Fórmula 1 já é difícil; primeiro, dificílimo. Para Agnelli, que foi acompanhar pessoalmente os testes de Monza, agora a McLaren tem 60% de chances de ser campeã, diante de 40% da Ferrari.
O presidente da Ferrari, Luca di Montezemolo, deve ter gostado de ouvir que Agnelli confirmou a manutenção do atual grupo de dirigentes e técnicos para a próxima temporada. Até a sua própria presença parecia estar em xeque. Michael Schumacher conversou com Agnelli e comentou que viu, na TV, a ultrapassagem de Mika Hakkinen no GP da Bélgica. Me impressionou menos que a acompanhando de dentro do meu carro, disse o piloto alemão.
Schumacher diz não ter mudado de opinião: Não errei ao ultrapassar Zonta pela esquerda; mesmo que eu tivesse escolhido a trajetória da direita Hakkinen teria me ultrapassado. Faltando três voltas para a bandeirada final, o finlandês da McLaren aproveitou que o alemão estava deixando Zonta, retardatário, para trás e ultrapassou os dois para vencer a prova de Spa-Francorchamps. Ele correu um belo risco com aquela manobra, contou Schumacher.
Nada menos de 19 pilotos treinaram ontem em Monza, para o GP da Itália, que acontece no próximo dia 10. O mais veloz foi David Coulthard, McLaren, 1min26s037 (44 voltas). Zonta, da BAR, fez o segundo tempo, 1min26s175 (43), e Mika Hakkinen, McLaren, o terceiro, 1min26s279 (33). Schumacher obteve o décimo tempo, 1min26s559 (66), e Rubens Barrichello o 15º, com 1min27s181 (52). Eles fizeram uma série de experiências. Pedro Paulo Diniz, da Sauber, ficou em 17º, com 1min27s540 (27).
O piloto italiano Giancarlo Fisichella sofreu ontem um acidente durante uma sessão de treinos em Monza. Ele bateu sua Benetton contra um dos muros protetores do circuito. Fisichella, que saiu da pista na altura da variante Ascari, foi rapidamente socorrido por uma ambulância. Após o acidente, o piloto procurou tranquilizar seus companheiros em relação a seu estado de saúde. O médico que lhe atendeu, Claudio Pusimeri, comentou que o italiano sofreu apenas algumas contusões nos braços. Fisichella relatou que o acidente ocorreu devido a problemas no sistema de freio, que não respondeu bem.
Mudanças Ficou para a próxima semana a definição da forma de disputa das corridas de F-1. Na reunião dos dirigentes, ontem, em Londres, estabeleceu-se que a partir de 2001 haverá mais horas de treino livre na sexta-feira e redução dos testes particulares entre as provas. Todo e qualquer treino não será permitido em novembro e dezembro.


