Rio - Passava das 23h30 de quarta-feira quando Robinho caiu no gramado do Maracanã e foi retirado de campo pelo carrinho que auxilia os maqueiros. Naquele instante, Alexandre Pato estava pronto para substituí-lo. Já na linha lateral, Robinho se levantou e caminhou mancando até o banco de reservas. Evitou assim uma vaia estrondosa da torcida, irritada com a atuação dele e do Brasil no empate por 0 a 0 com a Colômbia.
  Duas horas depois, o craque do Manchester City chegava a um sítio em Jacarepaguá, na zona oeste da cidade, para comandar uma roda de pagode que só acabou ao raiar do dia. Robinho estava em companhia de outros jogadores da seleção, como o atacante Jô e o meia Elano, também atletas do Manchester City.
  Na festa, muita cerveja, mulheres bonitas, churrasco e pagode. A pista de dança do local, decorada com móveis rústicos, não é tão grande. Mas as pessoas se espalhavam pela borda da piscina ou pelo campinho de futebol, na parte superior do sítio, localizado numa área de difícil acesso na Estrada do Pau Ferro, cercado por mata atlântica e conhecido no bairro como um lugar ‘‘caseiro’’ de famosos boleiros. Celulares não eram permitidos, medida tomada para impedir uma eventual exposição da imagem dos jogadores da seleção.

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