Agência Estado
De Melbourne, na Austrália
Aos 29 anos, Andre Agassi parece estar cada vez melhor com o passar do tempo. Numa forma jamais vista em toda sua carreira, o atual número 1 do mundo derrotou o russo Yevgeny Kafelnikov por 3 sets a 1, parciais de 3/6, /3, 6/2 e 6/4, na final do Aberto da Austrália, em Melbourne, e conquistou o sexto título de um torneio do Grand Slam, o terceiro dos últimos oito meses. No ano passado, levantou os troféus de Roland Garros e do US Open, além de ter feito a final de Wimbledon com Pete Sampras.
Com campanhas brilhantes, Agassi igualou-se ao recorde de Rod Laver, que em 1969 também havia chegado a quatro finais de Grand Slam. Com isso, o tenista norte-americano, além de consolidar sua posição de número 1 do mundo, engorda sua fortuna em mais de US$ 20 milhões só de prêmios conquistados, como o cheque de US$ 485 mil que recebeu pelo título na Austrália.
Com o físico em dia, a cabeça tranquila e o coração nas mãos de uma pessoa que entende bem sua vida, a ex-tenista Steffi Graf, Agassi está no melhor momento de sua carreira, pois em 1990, por exemplo, chegou a duas finais de Grand Slam (Roland Garros e US Open) e perdeu, mas agora supera expectativas. ‘‘Esta vida é mesmo louca, mas vale a pena’’, diz Andre Agassi.
Feminino – Hostilizada pela torcida, que entre outras provocações insistia em aplaudir seus erros, e diante de uma adversária muito forte, a tenista suíça Martina Hingis viu terminar seu reinado de três anos do Aberto da Austrália. Na final de sábado, em Melbourne Park, perdeu o título para a norte-americana Lindsay Davenport por 6/1 e 7/5. ‘‘Foi um destes dias em que tudo deu certo e só eu sei como joguei bem.’ Animada com o título do Aberto da Austrália, Davenport disse que agora seu objetivo é buscar o troféu de Roland Garros, o único que ainda não conquistou. Já ganhou Wimbledon, no ano passado, e o US Open em 1998.

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