Agência Estado
De São Paulo
A penúltima Corrida Internacional de São Silvestre do milênio será um capítulo especial do duelo entre o queniano Paul Tergat, tricampeão da prova e recordista mundial da meia maratona, e o sul-africano Hendrick Ramaala, terceiro colocado na São Silvestre 97. Nos últimos anos, os dois vêm travando verdadeiras batalhas na luta pelos primeiros lugares. Enquanto Tergat coleciona vitórias, o sul-africano, ‘‘freguês’’ de Tergat, tem apenas uma lembrança de triunfo sobre o rival.
Nos últimos dois anos, os dois encontraram-se cerca de sete vezes e, em nenhuma das oportunidades, Ramaala conseguiu superar Tergat. No entanto, o corredor lembra-se muito bem da última vez que alcançou o feito. ‘‘A última vez que bati o Tergat foi em outubro de 1997, em Belgrado’’, afirma. ‘‘O Tergat não conseguiu fazer as esquinas e pude vencê-lo nos últimos duzentos metros’’, diz o sul-africano.
O corredor da África do Sul, que em muitas vezes é lembrado como freguês do queniano e também número 2 do mundo, acredita na possibilidade de vitória sobre o rival, apesar de considerar Tergat um dos grandes favoritos à conquista de mais um título da São Silvestre. ‘‘Acho que é perfeitamente possível vencer o Paul Tergat; em 1997 o brasileiro Emerson Isen Bem conseguiu’’, lembra. ‘‘Apesar de toda a rivalidade com ele, tenho uma relação amigável com os corredores quenianos, inclusive o Paul Tergat’’, diz. ‘‘Costumo trocar algumas palavras e também água, doces e salgados após as provas.’
Depois da São Silvestre, Ramaala vai voltar-se para seus treinos visando à maratona e a prova de 10 mil metros da Olimpíada de Sidney. ‘‘Vou procurar fazer tempo de classificação até março; nos 10 mil metros estou praticando, mas não tenho vencido e na maratona tudo é novidade para mim’’, completa.

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