Bloemfontein - África do Sul e França entram em campo às 11 horas (de Brasília) desta terça-feira, no estádio Free State, em Bloemfontein, de chuteiras nos pés e calculadora nas mãos. Ambas as seleções somam apenas um ponto no Grupo A da Copa do Mundo, mas ainda têm chances matemáticas de avançar às oitavas de final. Por ter um gol a mais de saldo (-2 a -3) do que o rival, a França tem uma tarefa um pouco menos complicada: precisa vencer por cinco gols de diferença e torcer para que não haja empate entre México e Uruguai. Já a África do Sul tem que ganhar por seis gols de diferença e também esperar que haja vencedor no outro jogo.
Se houver qualquer empate no confronto entre uruguaios e mexicanos, sul-africanos e franceses se despedirão do Mundial. O técnico da seleção anfitriã, Carlos Alberto Parreira, disse não acreditar em arranjo de resultado. ''Estou seguro que não haverá nenhum trato. Mas o nosso problema é ganhar o nosso jogo e esperar que o outro resultado seja bom para nós''.
Como precisa golear, Parreira deve escalar uma África do Sul ofensiva, abrindo mão do esquema com somente um atacante. Assim, Mphela deve ganhar a companhia de mais um homem de frente, provavelmente Parker. O goleiro Khune e o volante Dikgacoi, suspensos, darão lugar a Moenneb e Khubobi, respectivamente. A escalação, no entanto, só será divulgada horas antes do jogo.
A equipe da casa terá uma França retalhada por problemas disciplinares. O centroavante Anelka foi excluído da Copa por ter xingando o técnico Raymond Domenech no intervalo do jogo contra o México e ter se recusado a pedir desculpas. O elenco não treinou no domingo como forma de protesto contra a saída do atacante. Essa greve, por sua vez, custou a demissão do chefe da delegação na África do Sul, Jean-Louis Valentin.
O clima no elenco é tão ruim que o capitão Evra faltou ontem à entrevista coletiva obrigatória das vésperas das partidas. Coube a Domenech tentar explicar a constrangedora situação. ''É difícil, sei que gastamos muita energia fora do âmbito esportivo, o que é uma infelicidade. Não há palavras para explicar o que aconteceu. Ações vão significar mais do que palavras'', afirmou.
Domenech não falou sobre esperança de classificação, mas sobre despedir-se da Copa com honra. ''A reputação da equipe francesa estará em jogo. Se esta reputação estará alterada ou não, não sei. No fim da partida isso será respondido. A única coisa que espero de desportistas desse nível é que se comportem bem no campo''.
No lugar de Anelka, que já deixou a África do Sul, Domenech deve escalar Thierry Henry, que ainda não entrou em campo no Mundial.






EM BLOEMFONTEIN

França

Lloris; Sagna, Gallas, Abidal e Evra; Diaby, Toulalan, Malouda e Govou; Ribéry e Henry. Técnico: Raymond Domenech

África do Sul

Moenneb; Gaxa, Mokoena, Khumalo e Masilela; Letsholonyane, Khubobi, Tshabalala e Pienaar; Parker e Mphela. Técnico: Carlos Alberto Parreira

Árbitro: Oscar Ruiz (Colômbia)
Estádio: Free State
Horário: 11 horas (de Brasília)

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