Ao perder uma bola na defesa no lance que resultou no gol da vitória (1 a 0) do Palmeiras sobre o Atlético Paranaense, na última quarta-feira, no Pinheirão, o lateral-direito Alberto levou ao topo o ciclo da má fase que o vem acopanhando há algum tempo. O lance fez a torcida vaiar o jogador e obrigou o técnico Abel Braga a sacá-lo do time nesse jogo e no de hoje à tarde. As vaias da torcida, que já o considerou como um dos ídolos do time, no entanto, serviu para acordar o jogador, que avisa: ‘‘Vou voltar a ser ídolo no Atlético’’.
Alberto foi ídolo da torcida rubro-negro em 96, ano em que o Atlético teve um dos melhores times de sua história, com o ataque formado por Paulo Rink e Oséias. No início de 97, ele foi emprestado ao São Paulo para disputar o Paulistão. Aí começou o ciclo de uma fase ruim. Do São Paulo, time no qual não teve sucesso, voltou ao Atlético para a disputa do Brasileiro.
Mesmo alterando boas e más atuações, o lateral foi um dos quatro jogadores (os outros foram Donizetti, Bebeto e Gonçalves), contratados pelo Cruzeiro para a decisão do mundial interclubes, a qual o time mineiro perdeu para o Borussia Dortmund, da Alemanha.
No início de 98, o jogador foi emprestado ao Flamengo para a disputa do Carioca. Novamente não teve sucesso. A mudança contínua de time nesses últimos anos é, para Alberto, o principal motivo da fase negativa. ‘‘Muita mudança em pouco tempo dificulta na adaptação ao novo time’’, diz
As vaias, segundo Alberto, o deixaram muito magoado com a torcida. No entanto, o lateral afirma desculpar os torcedores que, segundo ele, foram induzidos por uma rádio de Curitiba. ‘‘Estão pegando no meu pé na rádio (prefiro não dizer qual), não sei porquê, e a torcida vai junto’’.
Fora do time no jogo de hoje, Alberto afirma que é hora de se preocupar em trabalhar dobrado para readquirir a melhor forma técnica e conseguir de novo um lugar no time. ‘‘Vou trabalhar bastante para ser novamente ídolo da torcida porque sei que tenho capacidade para isso’’.
Se depender do técnico Abel Braga, o jogador volta logo ao time. ‘‘É o tipo do caso no qual o jogador precisa de um tempo para se recuperar psicologicamente. Ele tem um grande caráter, é um bom profissional e vai dar a volta por cima em breve’’, acredita Abel.

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