Advogado terá tempo escasso para defender LEC em julgamento
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 12 de novembro de 2014
Thiago Mossini<br>Reportagem Local 
Quinze minutos. Este é o tempo que terá o advogado Domingos Moro para tentar livrar o Londrina e seus profissionais de uma pena severa no Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) por causa dos incidentes ocorridos no jogo diante do Brasil-RS, pela semifinal da Série D do Campeonato Brasileiro.
Segundo o advogado contratado pelo clube para este julgamento, o tribunal concede 10 minutos para a defesa se manifestar. Em casos mais complexos, com mais de um denunciado, costuma-se liberar a palavra da defesa por até 15 minutos. No caso deste julgamento especificamente, são 13 denunciados pelo lado alviceleste e 12 do Brasil.
"É um número absurdo de denúncias e muitos denunciados. Temos um problema de tempo, porque, na teoria, vou dispor de só 15 minutos. Fica a critério do presidente da comissão conceder um pouco mais. Terei que ser muito bem enfático nas coisas que vou dizer para tentar afastar os males maiores", analisou Moro.
Os jogadores e membros da comissão técnica denunciados, em sua maioria, foram enquadrados nos artigos 257 (participar de rixa ou tumulto) e 258 (conduta contrária à disciplina esportiva) do Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD). Já o Tubarão terá que responder por não prevenir e reprimir as desordens e violência no estádio (artigo 213) e pelo tumulto (artigo 257).
De acordo com Moro, a prioridade é tentar evitar uma punição mais severa ao clube neste julgamento e tentar, depois, no Pleno, abrandar a pena. Além de multa em dinheiro, o Londrina corre o risco de perder de um a dez mandos de campo. "A estratégia é tentar amenizar o máximo possível nesse primeiro julgamento e sabendo que teremos um segundo para fazermos um ajuste final", afirmou o advogado, que vai separar cada denúncia e priorizar a defesa da instituição.
O caso será julgado pela 4ª Comissão Disciplinar do STJD, presidida pelo auditor catarinense Wanderley Godoy Júnior. Segundo Moro, esta comissão costuma ser uma das mais rígidas em suas decisões. Por isso, há até um clima de resignação no clube, já que alguma punição é certa. "No Londrina, estão conscientes de que alguma coisa vai sobrar. Foram 22 minutos de uma partida parada, uma briga generalizada, pode não sair barato neste primeiro momento. Mas tudo pode ser revisto em um recurso em uma condição de abrandamento satisfatório", avaliou o advogado.
Existe uma possibilidade de o julgamento ocorrer ainda esta semana. Até o fim da tarde de ontem, a intimação ainda não havia sido divulgada pelo STJD.
Dentro de campo, o Tubarão continua trabalhando. O time voltou aos treinamentos na segunda-feira e trabalha até a metade de dezembro, quando os jogadores ganham folga mais longa no fim do ano. Alguns dos jogadores que estavam emprestados já estão treinando com o elenco, como é o caso do atacante Neílson, que estava no Icasa.


