O vice-presidente jurídico do Coritiba, Guido José Dobeli, afirmou ontem que o próprio Cléber é quem decidirá onde deverá jogar. Como tem um contrato assinado com o Atlético, por seis meses, por força de medida cautelar concedida pela Justiça Trabalhista, o atacante não pode assumir novo contrato de trabalho com o Coxa.
‘‘Nesse caso, o jogador tem que ser tratado como um ser humano e não como uma mercadoria. O Cléber é quem escolherá onde quer jogar. O Coritiba já vinha negociando com o Mérida, da Espanha, há aproximadamente 60 dias, quando foi surpreendido pela decisão judicial, garantindo ao jogador o direito de atuar pelo Atlético, com a aconselhamento dos advogados do clube’’, explicou.
Na entrevista coletiva, Jacob disse que o registro que o Atlético tem de Cleber na CBF é precário porque foi feito com base numa liminar. Jacob espera que a CBF cancele esse registro e oficialize o que libera o jogador para atuar no Coxa. Jacob disse que, até amanhã no mais tardar, paga todos os R$ 2,5 milhões ao Mérida referentes ao passe de Cleber. O dinheiro foi emprestado de um banco. O Coritiba já tem um contrato de compra e venda assinado pelo Mérida atestando que o jogador foi vendido ao Coxa.
Segundo Jacob, o Mérida enviou documento atestando que o jogador só tem a receber parte dos 15% de quando ele foi vendido pelo Mogi-Mirim e que os salários estão em dia.

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