O advogado José Mauro do Couto, que defende o meia Lopes, do Palmeiras, entrou com recursos necessário e voluntário para conseguir a marcação de um segundo julgamento no Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD). O jogador, cujo exame antidoping deu positivo, foi suspenso por 120 dias na noite de quarta-feira, após ser julgado pela Comissão Disciplinar número 2.
Couto acredita que o jogador voltará a ser julgado na última sessão do ano no STJD, prevista para o dia 8 de dezembro. Até lá ele vai tentar reunir dados e provas para inocentar Lopes, embora não garanta que vá conseguir isso.
O exame antidoping realizado por Lopes após a vitória de 3 a 2 do Palmeiras sobre o Atlético Mineiro, no dia 14 de outubro, pelo Módulo Azul da Copa JH, apresentou resultado positivo. O exame acusou a presença de cocaína no organismo do jogador.
No julgamento de quarta-feira, a defesa de Lopes foi feita pelo advogado do Palmeiras, José Mauro Couto, que ouviu quatro testemunhas procurando provar que o jogador não estava dopado quando entrou em campo naquela partida. Lopes chegou a chorar durante o julgamento e deixou o Tribunal muito irritado. ‘‘Não poderiam ter feito isto comigo’’, desabafou ao entrar no elevador.
DNA – O diretor de futebol do Palmeiras, Américo Faria, disse que o clube pretende fazer um exame de DNA, na tentativa de provar a inocência do meia Lopes, que foi julgado na quarta-feira pelo Superior Tribunal de Justiça Desportiva e pegou 120 dias de suspensão.
Faria ressaltou no entanto, que o jogador deve se apresentar o quanto antes possível ao Palmeiras e os dias que faltar, serão descontados. ‘‘É preciso apoiá-lo, mas também cobrar. Ficar em casa não é a solução’’. O jogador não apareceu ontem no Centro de Treinamento, alegando estar com febre. Após o julgamento ele estava muito abalado, chorou e chegou a dar um soco na porta do elevador.
Américo Faria disse que o clube irá dar toda a estrutura para a sua recuperação, inclusive contratando um psicólogo para o jogador, se for necessário.

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