Santos, 11 (AE) - Alegando que um dos jurados que atuou no julgamento do ex-goleiro Edinho, filho de Pelé, está afastado de suas atividades profissionais por problemas de ordem psicológica
razão pela qual deveria estar fora do júri, o advogado de defesa de Edson Cholbi do Nascimento, Eduardo Elias, anunciou que pretende entrar com recurso junto ao Tribunal de Justiça do Estado, pedindo anulação da sentença. Elias recusou-se a revelar o nome do jurado, justificando motivos éticos.
Edinho e o motorista Marcílio José Marinho de Melo foram condenados a seis anos de prisão, em regime semi-aberto, ao serem apontados como responsáveis pela morte do aposentado Pedro Simões Neto, de 50 anos, que pilotava uma moto, no momento em que os dois participavam de um racha na Avenida Epitácio Pessoa, no dia 24 de outubro de 1992.
Os dois acusados negaram que estivessem participando de um racha e que, sequer se conheciam, antes do acidente. Mas algumas testemunhas foram contundentes em seus depoimentos, afirmando que os dois motoristas - Edinho com uma Saveiro e Marcílio com um Apolo - dirigiam a 120 quilômetros por hora. Depois de 15 horas de julgamento, Edinho e Marcílio foram condenados a seis anos de prisão por 4 votos a 3, já que os jurados entenderam que houve dolo eventual, ou seja, eles sabiam que ao praticarem racha estariam pondo em risco a vida de outros, mas não de forma proposital.
Para o promotor Octávio Borba de Vasconcelos Filho, que atuou na acusação, o pedido de anulação do julgamento é mais um recurso protelatório do advogado de defesa de Edinho, "que não se conforma com a fragorosa derrota".

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