Advogado confirma que Guilherme dirigia BMW
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segunda-feira, 07 de outubro de 2002
Agência Estado 
São Paulo - Visivelmente abatido, o atacante Guilherme deu a primeira entrevista ontem depois do acidente que resultou na morte de duas pessoas na madrugada de sábado, em Marília. O jogador não respondeu perguntas. Limitou-se a lamentar o ocorrido e afirmar que, na medida do possível, está prestando assistência à família das vítimas. Na ocasião, o advogado do atacante confirmou que o mesmo estava no volante da sua BMW no momento da colisão. ''Vim para dizer que sinto muito o que aconteceu'', disse o jogador. ''Sei que estou vivendo um momento muito difícil e vou continuar vivendo, mas momentos piores estão vivendo os entes das pessoas que faleceram'', completou Guilherme.
O jogador afirmou que a colisão foi involuntária e que precisará da ajuda da família para superar a situação e continuar trabalhando, como fez ontem, quando treinou. ''Terei de conviver com isso o resto da minha vida.'' Guilherme diz que pretende dar, na medida do possível, toda a assistência necessária a Rosilene Fossaluza de Souza, que está internada no Hospital de Clínicas de Marília. Ela foi a única sobrevivente do Escort onde estavam o marido, Marcelo Aparecido de Souza, de 31 anos, e a mãe, Maria Benedita Fossaluza, de 70 anos.
O advogado do jogador, Benedito Pereira Filho, confirmou que o atacante estava ao volante do carro e não Fabiano Travain Pardo, 26 anos, como consta no boletim de ocorrência. Guilherme ainda não prestou depoimento na Polícia para falar do caso e não fará outros comentários sobre o acidente até que relate sua versão do acidente às autoridades.
Pardo deve ser processado por falsidade ideológica. A afirmação foi feita ontem pelo delegado do 4º Distrito Policial, Paulo Lara, porque Fabiano informou aos policiais rodoviários que atenderam a ocorrência que era ele quem estava dirigindo o BMW que pertence a Guilherme de Cássio Alves.


