Adversário do Brasil tem pouco interesse por futebol
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quinta-feira, 21 de fevereiro de 2002
Agência Estado 
São Paulo - Se a Islândia, 54ª colocada no ranking da Fifa, será um bom teste para a seleção brasileira, só se saberá no fim do amistoso marcado para o dia 7, em Cuiabá. Mas uma coisa é certa: o calor da capital mato-grossense - prevê-se algo em torno de 35 graus na hora do jogo - será uma prova de resistência para os islandeses. Hoje, eles estão convivendo com temperaturas bem abaixo de zero.
O VJ Fabio Massari, da MTV, conhece razoavelmente a Islândia. Ele passou dois meses no país em 1999, colhendo material para o livro Rumo à Estação Islândia (Conrad Editora). O palmeirense Massari não notou grande empolgação da população local com o futebol. Os 260 mil islandeses - população menor que de muitos bairros de São Paulo - naturalmente interessam-se mais por esportes de inverno.
O campeonato nacional reúne dez times e é disputado de março a setembro, por causa do frio. Os melhores jogadores atuam fora da Islândia. A federação tem 127 clubes filiados e 24.799 jogadores inscritos, mas nunca participou de Copas do Mundo e nem da Eurocopa. A maior goleada que conseguiu foi 9 a 0 nas Ilhas Faroe (em 1985). A maior derrota foi de 14 a 2 da Dinamarca (em 67).
Com certeza é um acontecimento. As pessoas que acompanham futebol, curiosamente, torcem para times de centros mais desenvolvidos, como Itália, Alemanha e Inglaterra. Na Islândia, o futebol brasileiro é uma referência para os atletas locais. Os jogadores são muito esforçados, treinam bastante, diz Fábio Massari.


