Rio de Janeiro - Acusado de presentear com uma moto no valor de R$ 35 mil a mãe de Paulo Rogério de Souza, o Mica - apontado como chefe do tráfico de drogas na Chatuba -, Adriano prestou esclarecimentos na 22 DP da Penha, ontem. O depoimento do atacante serviu para ''aliviar sua barra''. Segundo o delegado titular da delegacia, Jader Amaral, as explicações do jogador serão muito úteis para a investigação e, inicialmente, não o comprometem. Ele rechaçou a hipótese de associação com o tráfico.
Durante o depoimento, Adriano admitiu ser amigo de infância de Mica, mas afirmou nunca ter prestado qualquer favor ao traficante. O atleta explicou que adquiriu duas motos em 2008, uma vermelha e outra preta. A compra, porém foi efetuada por um amigo, conhecido como Marquinhos, com o cartão de crédito do Imperador.
O mesmo amigo foi o responsável pelo emplacamento das motos. A preta, registrada no nome da mãe do traficante, Marlene Pereira, seria presente para Marquinhos e a outra serviria para Adriano usar quando estivesse na Vila Cruzeiro.
Marquinhos foi interrogado na quarta-feira e, de acordo com Jader Amaral, não passou convicção em suas respostas. Antes homem de confiança, hoje ele não é mais amigo de Adriano. Isso porque Marquinhos vendera a moto vermelha sem autorização do jogador para que pudesse consertar a sua van. Ao tomar conhecimento do fato, o Imperador ficou furioso e cortou o amigo de seu ciclo social.
Durante o depoimento de Marquinhos, que pode responder por apropriação indébita e falsidade ideológica, o nome de Jorge, um despachante morador da Vila Cruzeiro, também foi colocado em questão.
A tendência é que Adriano não seja mais ouvido pela polícia. Jader Amaral deixou claro que as explicações do atacante foram convincentes.

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