Konigstein - Mais um ‘‘mágico’’ do quarteto de Carlos Alberto Parreira deu entender que se sente pouco à vontade com a responsabildade de voltar para ajudar na marcação no meio-campo. Ontem, depois de Kaká, que já havia feito comentários sobre sua mudança de posição em relação ao Milan, foi a vez de Adriano, da Inter de Milão. O camisa 7 da seleção falou com muito carinho de Ronaldo, que ‘‘precisa de apoio’’, mas deixou escapar que, com Robinho a seu lado, no ataque, rende mais.
  ‘‘Robinho vem buscar mais a bola e me facilita muito. Contra a Croácia, minha atuação não foi boa. Tive de ajudar na parte defensiva e fechar o meio porque o time deles atacava muito’’, frisou.
  Adriano contou que tem procurado conversar com Ronaldo. Lembrou que o companheiro de ataque ‘‘já passou por muita dificuldade na vida, superou todas’’ e, ‘‘quando ganha, ganha o Brasil inteiro’’. Também fez questão de dividir a culpa pelo fraco desempenho do ataque na estréia. Mas, sincero, não escondeu que se sente melhor num esquema em que não precise recuar tanto e tenha liberdade para jogar próximo à área – e é assim, disse, que joga com Robinho.
  ‘‘Não conseguimos boas jogadas contra a Croácia. O ataque sofreu muito por causa da marcação forte. Era muito difícil jogar. A gente sabia que ia ser assim. Vamos tentar melhorar para o próximo jogo’’, disse.
  O atacante espera novas dificuldades contra a Austrália que ‘‘pega forte e joga com sete, oito atrás’’. Sobre Ronaldo, afirmou que o centroavante do Real Madrid ‘‘vai dar a volta por cima’’: ‘‘Todo mundo aqui sabe da importância dele para o time e para o grupo. Temos de ajudar, dar carinho, dar a mão.’’
  O astral de Ronaldo parece preocupar a maioria dos jogadores. O lateral Roberto Carlos repetiu o discurso de Adriano: ‘‘Tenho dito ao Ronaldo que ele não foi eleito o melhor do mundo três vezes à toa. Não tem que se abater.’’ (Agência O Globo)

mockup