Rio - Depois de dois dias e meio de silêncio, o jogador Adriano, do Corinthians, veio a público ontem para negar que tenha baleado Adriene Cirylo Pinto, de 20 anos, no final da madrugada do último sábado, na saída de uma boate na zona oeste do Rio de Janeiro. A moça levou um tiro na mão esquerda quando estava dentro da BMW do atacante. No momento do disparo, que teria sido acidental, havia seis pessoas no carro: a vítima, Adriano, outras três mulheres e o tenente da reserva da PM Julio Cesar Barros de Oliveira.
''Quando acontecem as coisas com Adriano, aumentam muito. Quero olhar nos olhos dela e perguntar se eu fui o autor do disparo'', disse o jogador, que parecia constrangido com o mal-estar e disse acreditar que o fato não vai afetar a sua permanência no Corinthians. ''Eu garanto que eu vou continuar''.
Na entrevista, Adriano disse que estava na BMW com o tenente e duas amigas, quando um conhecido pediu que eles dessem carona a outras duas mulheres, uma delas seria Adriene. ''Nunca tinha conversado com ela, só a tinha visto dançando num camarote'', contou, referindo-se à boate Barra Music, de onde o grupo se reuniu para sair do local na BMW. ''Foi má-fé dela em fazer a acusação. Eu até tirei a camisa, enrolei a mão ferida e a ajudei a ser colocada em outro carro para que fosse levada ao hospital''.
Adriano reforçou que estava no banco do carona, ao lado do motorista, no instante em que houve o disparo. A perícia feita pela Polícia Civil já concluiu que o tiro foi dado por alguém que ocupava o banco de trás da BMW. Com exceção da vítima, todos os outros ocupantes do carro confirmam essa versão do jogador.

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